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Terça-feira , 27/07/2012
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Coluna “Política à Flor da Pele “



\"\"Pela Bahia… Região sisaleira!

No final do mês de junho viajei para alguns municípios do interior da Bahia, para participar de convenções e outros eventos políticos… Dentre eles, municípios na região que sofre com a seca na Bahia.

Estou horrorizada com as consequências da falta de políticas públicas que minimizem os efeitos da estiagem que vitima o sertanejo. Milhares de famílias não possuem água para absolutamente nada, os animais e as plantações estão morrendo. Hospitais e escolas sem água. População desolada!!! \"[bad]\"

E eis que, em pleno século XXI, a indústria da seca se mostra mais forte do que SEMPRE. Carros pipas são enviados para cidades cujos prefeitos são aliados de determinados políticos, famílias ficam sem assistência por que não apoiam prefeitos… Enfim…

E ainda tive que ouvir a frase: “Para os prefeitos que souberam trabalhar direito, a seca foi ótima. O povo está endeusando eles”.

É mole?

A foto abaixo é da situação da zona rural da cidade de São Domingos, no sertão da Bahia – perto de Santa Luz, Conceição do Coité, Valente.

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Na estrada entre o município de São Domingos e Valente, vi dois carros pipa carregando numa saída de água para levar para o município de São Domingos. Fenômeno sazonal, a estiagem tem vitimado o povo nordestino, sem nunca se encontrar (por falta de interesse) solução definitiva por parte do governo.

Essas cidades situam-se na região sisaleira, onde testemunhei a ausência de planejamento do governo estadual e a resistência do sertanejo.

Obs.: me chamou a atenção o motorista do carro pipa que se abrigou na sombra para ler um livro enquanto enchia o tanque. Belo click!!! (modesta… rsrs)

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E como há sempre como falar em esperança: uma foto do bouguenvilhe bravo e resistente, que em meio a estiagem nos presenteou com suas flores… Só Deus sabe onde ele arranjou água para isso.

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Gostaram de conhecer um pouquinho mais sobre a região sisaleira?

Se vocês tiverem fotos, mais informações, mande para que possamos compartilhar com os amigos!

\"[pczin]\" Comente o post, clique AQUI e mande sua mensagem; ou envie e-mail para contato@danielebarreto.com.br.

Vamos conhecer cada cantinho da Bahia juntos!!!

Terça-feira , 19/06/2012
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Coluna “Política à Flor da Pele “




Tiago

Tiago

Ele tem a política no sangue, mas relutou em se render à vocação. Estudioso, extremamente dedicado à leitura e inicialmente resistente à trajetória política - embora filho de ex-prefeito de cidade no interior da Bahia - nosso entrevistado de hoje optou por uma consistente formação acadêmica.

 

Graduado em Direito, pós-graduado em Direito do Estado e professor universitário, o jovem militante tucano fala com desenvoltura sobre políticas públicas, filosofia, ciência política, humanidades... Aguerrido defensor da social democracia, o baiano Tiago Assis faz do conhecimento técnico um instrumento na elaboração e implementação de um projeto político norteado por nobres causas.

 

Tiago é o quarto entrevistado da série "A Juventude Politizada!", da coluna "Política à Flor da Pele".

 

 

Daniele Barreto, "Política À Flor da Pele": O que faz Tiago Assis, além da militância partidária?

Tiago Assis - PSDB: Sou advogado, graduado em Direito pela Universidade Católica do Salvador, pós-graduado em Direito do Estado, pela Universidade Federal da Bahia. Gosto de realizar leituras sobre filosofia, política, psicologia, lingüística... Adquiri a paixão pela leitura em função do incentivo do meu pai, que é médico e sempre gostou de literatura, cinema, arte.

 

Colunista: Como a atuação política surgiu?

Tiago - PSDB: Sempre tive interesse pela política, mas não pela prática política. Minha família é tradicionalmente de militantes. Tenho um primo vereador e um ex-vereador, um preside o PSDB de Cairú. Após os encontros com os amigos na campanha presidencial de Serra, em 2010, tentamos montar um grupo voltado para as grandes discussões políticas do cenário nacional. Meu intuito é fazer uma prática política diferenciada, inovadora.

 

Colunista: O que é essa "prática inovadora"?

Tiago - PSDB: O analista político Bertold Brecht diz que nenhum homem é uma ilha. Então, eu acho que ser político é, essencialmente, ser solidário. O que me motivou a entrar na política foi a possibilidade de colaborar com o crescimento de minha cidade, do Estado, do país. E me sinto capacitado tecnicamente.

 

Colunista: O que norteou sua escolha por um partido de direita?

Tiago - PSDB: O PSDB não é um partido de Direita. Muita gente pensa assim pelo fato do PSDB não agregar políticas de natureza socialista. Como se viveu num mundo com uma bipolaridade política: capitalismo de um lado e socialismo soviético de outro, criou-se a ideia de que o partido que não é de esquerda, é de direita. A ruína do socialismo e as correções do capitalismo possibilitaram o surgimento de uma nova perspectiva política. Surgiu a social democracia! A minha escolha pelo PSDB se dá por uma questão ideológica: eu acredito na social democracia. Se eu primasse pelo crescimento na carreira política, talvez a escolha fosse um partido da base aliada do governo.

 

Colunista: O aliado histórico do PSDB é um partido de extrema direita, o DEM...

Tiago - PSDB: A questão das alianças é circunstancial. E as alianças que o PSDB fez foi sempre tendo como foco o que era melhor para o país. O PSDB se aliou ao Democratas, por exemplo, porque precisava aprovar o Plano Real - que é o maior projeto do país nos últimos 30 anos. E deu certo! Foi uma aliança em prol do país, diferentemente das alianças que o PT cultiva, mediante aparelhamento do estado e loteamento de órgãos públicos.

 

Colunista: São alianças que visam apenas um projeto de poder.

Tiago - PSDB: Exatamente.  Qual o projeto do PT e sua base aliada? Algumas alianças já começam a ruir. O próprio PT já deu sinais de que pode comprar briga com o PSB de Eduardo Campos em 2014. O PSB é parceiro do PSDB em algumas cidades. O prefeito de Curitiba é do PSDB com o apoio do PSB. O prefeito de Belo Horizonte é do PSB com apoio do PSDB. O PSDB faz alianças em torno de projetos políticos que sejam bons para o país.

 

Colunista: E como você observa o nascimento do PSD?

Tiago - PSDB: O PSDB deixou de ser governo para ser oposição quando lideranças do MDB decidiram fundá-lo. Diferentemente do PMDB que aderiu a prática fisiologista, o PSDB optou por construir uma ideologia partidária própria e conseguiu êxito! Já o PSD deixa de ser oposição para ser governo. Então, você percebe a diferença entre um partido que nasce com uma posição ideológica e um partido que nasce com a intenção de realizar composição com o governo e fazer parte do poder, beneficiando-se.

 

Colunista: Essas alianças são típicas do presidencialismo?

Tiago - PSDB: O sistema presidencialista se reflete nesses anacronismos políticos. O PSDB defendeu o parlamentarismo que, embora não seja um sistema perfeito, possibilita podar alguns efeitos do presidencialismo. Quando o Parlamento elege o Primeiro Ministro, dá uma segurança e credibilidade para quem vai governar, evitando desgastes que ocorrem no Presidencialismo Brasileiro - a exemplo do impeachment de Collor, que se deu muito mais pela relação desgastada com o Congresso do que pela própria corrupção. Haja vista que o Mensalão talvez tenha sido o maior escândalo de corrupção deste país e não gerou o impeachment de Lula.

 

Colunista: Como um partido elitista e encastelado pode conseguir combater o populismo petista?

Tiago - PSDB: Mais um estigma: partido elitista. O partido que firmou os pilares para o desenvolvimento do país não pode ser considerado um partido elitista. O PSDB não desenvolveu políticas voltadas para a elite e sim os principais programas sociais do país. Agora, de fato, o PSDB se posiciona distante das comunidades. Deveria se aproximar mais. Houve, por exemplo, uma filiação de sindicalistas que o partido pretende lançar candidatos em 2012. O partido vem dando sinais de mudança, mas é muito pouco! Precisa investir, sobretudo, na sua militância jovem.

 

Colunista: É um partido de intelectuais?

Tiago - PSDB: É um partido de academicistas! E que bom que os demais partidos fossem assim; porque isso mostra que o PSDB tem qualificação técnica. Quando foi fundado, era chamado de "partido de tecnocratas", por causa do perfil: pessoas com formação acadêmica para pensar o desenvolvimento do país, inclusive o Plano Real. É um partido que procura reunir qualificação técnica. Eu desafio qualquer um a me apontar um partido que tenha quadros políticos melhores do que o PSDB! Com todos os defeitos que o partido tem.

 

Colunista: A juventude está bem representada hoje?

Tiago - PSDB: A juventude nunca esteve bem representada. Quando a juventude se mobilizou foi na época da Ditadura. A juventude não foi incitada, ela se sentiu incitada a ir para as ruas combater o regime ditatorial. No Brasil, os jovens não têm uma atuação muito aprimorada.

 

Colunista: Mas o PT mobiliza a sua juventude pelas causas do partido...

Tiago - PSDB: O PT sempre investiu na sua militância, mas, nunca a qualificou. A juventude do PT segue cartilhas. No PSDB não seguimos cartilhas, temos liberdade para divergir de nossos líderes e espaço para manifestar opiniões.

 

Colunista: O PSDB tem perdido muito espaço na Bahia, em função do olhar equivocado dos líderes Jutahy e Imbassay no tocante às necessidades da militância...

Tiago - PSDB: O maior problema do PSDB da Bahia é que nossos parlamentares infelizmente não assumem uma postura partidária e não apoiam os setores do partido. Após anos de existência do PSDB da Bahia, somente agora conseguimos fundar a juventude. E fizemos isso sem apoio das nossas lideranças políticas.

 

Colunista: Diferentemente do PT na Bahia.

Tiago - PSDB: Exato. O PT planejou ocupar esse espaço. Ainda que eu reprove as condutas do PT, é um partido de ação. O PSDB da Bahia é um partido de omissão, de inação. A gente não tem apoio nenhum do partido! Salvo honrosa exceção: o Presidente Municipal, José Fernandes. O deputado estadual Adolfo Viana começa a desenvolver um trabalho nesse sentido, mas existe um caminho muito longo a percorrer...

 

Colunista: Como os líderes do PSDB não atentam para essa demanda?

Tiago - PSDB: O PSDB é um partido relativamente novo e com apenas 7 anos de idade assumiu a Presidência da República. Não se preparou para atuar em todas as vertentes. O PT é um partido antigo e surgiu com o propósito de se inserir nos movimentos sociais e estudantis... Mas nossa juventude nunca foi tão organizada. Em 2011, fizemos o maior congresso da história da juventude do partido, que vai investir na candidatura de 400 jovens, em 2012. O PSDB sinaliza com algumas mudanças; tem muito a crescer ainda.

 

Colunista: Quando você afirma que seguem cartilhas, se refere à manipulação da militância?

Tiago - PSDB: O PT se inseria nos movimentos sociais para incitá-los a ir contra o governo, qualquer que fossem as circunstâncias. O PT foi chamado a votar as "Diretas Já" e votou contra. Quando foi intimado a subscrever a Constituição Federal de 1988, se recusou. Quando foi intimado a votar o Plano Real, chamou o plano de estelionato eleitoral e votou contra. Quando o PT foi instado a votar a favor da Lei de Responsabilidade Fiscal, votou contra. Quando foi chamado a aprovar o Programa Nacional de Desestatização, votou contra. E sua militância estava na rua; pedindo, inclusive, a cassação do mandato de Fernando Henrique! E hoje que o PT está no Governo, não reestatizou nenhuma estatal, não revogou a Lei de Responsabilidade Fiscal, não revogou o Plano Real - que é regido por uma lei - e não trabalhou contra a Constituição de 88... Então, eu pergunto: a juventude se posiciona de que forma?

 

Colunista: E a UNE?

Tiago - PSDB: A juventude do PT e da base aliada se apropriou da UNE, que foi flagrada gastando recursos repassados pelo governo com bebida, e o prédio nunca foi construído. Essa é a juventude da esquerda brasileira: uma juventude corrompida.

 

Colunista: A UNE foi cooptada pelo governo?

Tiago - PSDB: Há muito tempo. E isso dobra a responsabilidade da juventude do PSDB, porque é o maior partido de oposição do Brasil.

 

Colunista: A mobilização da juventude tem diminuído?

Tiago - PSDB: O jovem brasileiro não é engajado na política. No impechment de Collor houve uma mobilização midiática. Onde estão os "caras pintadas" de hoje? Nossa juventude não lê; está, em sua maioria, preocupada em fazer farra, ingressar numa faculdade, se formar e entrar no mercado do trabalho. E passar pela faculdade como se não existisse responsabilidade social. Esse, inclusive, é um desafio que eu acho que a juventude partidária tem que ter: ir às faculdades e escolas e incentivar o jovem a atuar politicamente.

 

Colunista: Há uma virtualização do debate político?

Tiago - PSDB: As redes sociais são um movimento recente; preenchem um pouco, mas incentivam o comodismo. Um amigo elogiou a postura de Walter Pinheiro e Lídice da Matta, porque estavam perguntando aos internautas sobre temas políticos. É cômodo suscitar questionamentos nas redes sociais; eu quero saber o que Walter Pinheiro acha da Reforma Tributária que não saiu e de todas as reformas que o partido dele não fez, mesmo tendo a maioria no Congresso. É fácil posar de bom moço nas redes sociais. Difícil é ter uma prática política efetiva, de transformação.

 

Colunista: Qual a herança da presidência tucana?

Tiago - PSDB: Existem projetos que vão perdurar 50 anos com a marca do PSDB: o Plano Real, o Programa Nacional de Desestatização, Lei de Responsabilidade Fiscal, os programas sociais (como o programa Luz no Campo, o Bolsa Escola).

 

Colunista: Você é contra programas de distribuição de renda?

Tiago - PSDB: Toda conduta é motivada por um fim. O que se deve questionar nos programas sociais não é a existência, mas a finalidade. Quando o PSDB criou os programas sociais, a finalidade era inserir os cidadãos excluídos nas escolas, possibilitando qualificação e ingresso no mercado de trabalho. O que se vê hoje é uma finalidade completamente antagônica. O Bolsa Família não visa erradicar a pobreza, mas administrá-la, mantendo cidadãos à margem da sociedade com o único e exclusivo fim de depender do governo. O governo se beneficia eleitoralmente disso. O Bolsa Família, do modo como está sendo gerido é inconstitucional. Não atende ao objetivo que a Constituição traça que é erradicar a pobreza.

 

Colunista: A pobreza não está diminuindo?

Tiago - PSDB: O Brasil teve um acréscimo, em 2011, de 12 milhões de pessoas beneficiadas pelo Bolsa Família. O PT explora a notícia que o Brasil está crescendo, o número de empregos aumentando e que a pobreza está diminuindo... E ao mesmo tempo o número de concessões do Bolsa Família aumenta?! É uma matemática que não fecha...

 

Colunista: E como isso interfere na formação de uma legião de analfabetos funcionais?

Tiago - PSDB: O Brasil registra os piores índices de educação na América Latina. Nossos governantes escondem a realidade: enquanto não investir em educação, ciência e tecnologia, o Brasil não se desenvolve. O Governo Federal se orgulha de ter batido recordes na exportação de matéria prima, o que mostra que o Brasil é um país neocolonial. Quando fomos descobertos exportávamos cana-de-açúcar, pau brasil. Hoje, exportamos matérias primas mais refinadas, mas não existe desenvolvimento científico e tecnológico.

 

Colunista: O PSDB vê algo positivo no governo Dilma?

Tiago - PSDB: Para destacar o ponto positivo de um governo, ele tem que ter uma marca. No governo FHC tivemos as privatizações, a Lei de Responsabilidade Fiscal, o Plano Real... No governo de Lula houve a ampliação do Bolsa Família. Os escândalos não podem ser considerados uma marca positiva. Eu gostaria que tivesse algum ponto positivo no governo de Dilma, porque muito maior do que o meu partido é o meu país. A única marca de Dilma foi enquanto ministra e foi pífia: o PAC - que não saiu do papel.

 

Colunista: Ao que você credita essa execução pífia do PAC?

Tiago - PSDB: O orçamento público requer planejamento, que se materializa através do Plano Plurianual, cuja finalidade é estabelecer metas prioritárias do governo. Qual a meta prioritária do governo do PT? Nenhuma. O PAC carece de execução orçamentária, porque o planejamento foi mal feito e não se levou em consideração a estrutura precária do país. As empresas não conseguem investir porque a carga tributária é elevada e com péssima distribuição. No Brasil se tributa o consumo, onera a folha de pagamento do trabalhador, inviabiliza maior geração de emprego e renda e a poupança das empresas. Isso também impede o desenvolvimento social. Só mudará se houver vontade política aliada à capacitação técnica. O PSDB tem as duas coisas, pois fez as maiores reformas do país, como consequência de sua equipe bem capacitada.

 

Colunista: E como o PSDB se posiciona frente a uma CPI da Corrupção?

Tiago - PSDB: Sou a favor. Mas a CPI perdeu sua finalidade e se transformou em palanque de promoção política. Não é um efetivo instrumento de controle. Mas defendo as investigações, inclusive em relação aos membros do PSDB. Quando existem corruptos dentro do seu partido, eles trabalham contra a ideologia que o partido prega e devem ser afastadas para servir de exemplo.

 

Colunista: Paulo Henrique Amorim coloca que muitos tucanos deveriam ter sido presos, com base no livro "A Privataria Tucana". O que você acha?

Tiago - PSDB: Como José Serra, que goza de autoridade intelectual, disse que o livro é "lixo", eu não me preocupei em perder meu tempo para ler. Até porque o autor não goza do prestígio de José Serra ou Fernando Henrique, pois é indiciado por diversos crimes pela Polícia Federal, dentre eles o uso de documento falso. O livro tenta reviver um suposto escândalo da privatização e é pura especulação. E não há coisa mais prejudicial na politica do que você ficar especulando. Um país que quer ser levado a sério tem que fazer política de forma profissional e não especulativa.

 

Colunista: O PT se omitiu durante 9 anos...

Tiago - PSDB: O PT ficou 9 anos no governo sem instalar CPI para investigar as privatizações. Esse livro foi lançado num momento peculiar em que a marca do governo de Dilma é a corrupção. Em que diversos ministros caem. E um dos ministros, Nelson Jobim, sai por um motivo que muita gente não deu importância: ter dito que estava cercado por idiotas. Isso é importante! A corrupção é um reflexo dessa idiotia que toma conta do Planalto Central. E o ex-ministro disse que tinha saudade da época de FHC porque esses idiotas que hoje tem acesso ao Planalto não passavam da porta. E mais: Paulo Henrique Amorim é muito tendencioso, é uma postura típica de alguém que se deixa levar pela emoção.

 

Colunista: A juventude do PSDB defende as privatizações tucanas?

Tiago - PSDB: Eu defendo. Ser de direita significa defender o estado mínimo. E ser um social democrata significa defender o estado necessário. São coisas distintas.

 

Colunista: Por exemplo...

Tiago - PSDB: A Vale do Rio Doce, quando não rendia prejuízos aos cofres públicos dava uma margem de dividendos muito baixa e servia a um propósito: cabide de emprego. Com a privatização, o poder público passou a ter dispêndio financeiro melhor, não tinha mais que investir e sobrou recursos para outras áreas. Além disso, a Vale do Rio Doce paga mais de 1 bilhão em tributos. Como a privatização é uma coisa ruim?  Houve acréscimo de receita e diminuição de despesas.

 

Colunista: Havia um momento histórico favorável?

Tiago - PSDB: As privatizações refletiram um momento de saída do extremismo político e busca por uma alternativa política para o mundo que estava surgindo. E a social democracia trazia alternativas políticas, dentre elas as privatizações, para o estado focar em atividades públicas e esquecer as empresariais.

 

Colunista: O que o país ganhou?

Tiago - PSDB: Foi um momento de uma reorganização financeira e orçamentária do país. O Brasil se reajustou para o desenvolvimento. Com as privatizações, o país passou a ter um orçamento maior para investir em outras áreas e começou a investir em projetos sociais. FHC assumiu o país com o orçamento de 300 milhões de reais. Como governar com um orçamento desses? Primeiro tinha que realizar reformas, gerar receita e partir disso investir no país. Foi o que ocorreu.

 

Colunista: O PSDB defende o estado mínimo?

Tiago - PSDB: Do ponto de vista ideológico, o PSDB não fomenta o liberalismo - estado mínimo -, nem o socialismo - estado totalitário. Defende o equilíbrio: o estado necessário, no qual não há vinculação do poder público com a iniciativa privada. Existe o fomento à iniciativa privada, mas a criação de órgãos públicos de controle. O PSDB fortaleceu as Agências Reguladoras, que são autarquias, possuem personalidade jurídica própria para evitar a subordinação política.

 

Colunista: O legado de FHC foi negado pelo próprio partido, que passou os últimos 8 anos se afastando da imagem dele e caindo na armadilha petista?

Tiago - PSDB: Faltou ousadia para defender o seu passado.

 

Colunista: Parece que o PSDB agora esta resgatando FHC, e certamente por isso tenha aparecido esse livro como contrapartida.

Tiago - PSDB: Fernando Henrique foi o maior quadro político da história do PSDB, não só pelo perfil técnico, mas pela projeção e por ter conduzido de forma brilhante as negociações de projetos importantes na reforma do país. O PSDB caiu no conto do vigário e José Serra tem que assumir parte dessa responsabilidade porque era o candidato a Presidência da República em 2002. Mas ainda é tempo de resgatar o passado histórico de FHC, embora isso não seja a prioridade do partido. As novas gerações não acompanharam o governo de FHC e só vão compreender a política quando estudar. É obrigação do PSDB mostrar ao país o seu programa para o futuro.

 

Colunista: Porque os jovens devem se filiar?

Tiago - PSDB: Mais interessante do que se filiar é o jovem buscar a cultura; tem que ler mais, se informar mais. Mais importante do que gostar de política é estudar e conhecer o meio no qual vive. A transformação social não ocorrerá de cima para baixo, porque o que está em cima é reflexo do povo. Se não houver conscientização, nada vai mudar. E se o jovem politizado se identificar com a social democracia, as portas do partido estão abertas. E os que não se identificarem, nós também estamos abertos ao diálogo.

 

Terça-feira , 01/05/2012
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Coluna “Política à Flor da Pele “



Colunista do site Jornal da Grande Aracaju é a primeira mulher do Nordeste a integrar a AssociaçãoBrasileira de Consultores Políticos e Assessores Eleitorais (ABCOP)

 

 

 

As mulheres vêm, cada vez mais, conquistando espaçono cenário político. Mas, não só de candidatas e ocupantes de cargos eletivosvive a ala feminina na política. Publicitárias, advogadas, comunicólogas ganhamdestaque nas agências e escritórios ligados à área, realizando um trabalhodiferenciado e de excelência. Este mês, mais uma mulher conquistou espaço naconsolidação feminina nos bastidores da política: a baiana Daniele Barreto.

 

 

Primeira mulher do Nordeste credenciada ConsultoraPolítica pela Associação Brasileira de Consultores Políticos (ABCOP), Daniele éformada em Direito pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) epós-graduada em Direito do Estado pela UFBA. Vale ressaltar que a baiana é asegunda mulher associada ao órgão no Norte-Nordeste.

 

 

Nascida no agreste do estado, na cidade deAlagoinhas, a jovem consultora mudou-se em 2009 para São Paulo, onde foi alunade grandes mestres na área e realizou pesquisas em marketing político eeleitoral, jornalismo político e econômico, ciência política, opinião pública,direito, educação política, governo e Estado, história do Brasil, obtendo visãosistêmica sobre os processos eleitoral e político. A jovem estudou na USP, Casado Saber, Senado Federal, Fundação Mário Covas, OAB/SP, Faculdade CásperLíbero, Complexo Damásio de Jesus, Escola de Sociologia e Política de SãoPaulo, dentre outras instituições.

 

 

Daniele possui mais de 11 anos de experiência,trabalhou na Assessoria Jurídica da Câmara Municipal e foi Procuradora Geral doMunicípio de Alagoinhas e membro da equipe de Transição de Governo (do PT parao PSDB), além de realizar advocacia eleitoral e consultoria para candidatos epartidos políticos. A consultora, que se dedica à realização de análisespolíticas e escreve a coluna “Política à Flor da Pele” em dezenas de jornais,ganhou espaço na mídia nacional quando participou do programa TribunaIndependente, da Rede Vida, avaliando o livro “Sarney, a biografia” eentrevistando a autora da obra, a jornalista Regina Echeverria.

 

 

Mais bem conceituada associação do gênero naAmérica Latina, a Associação Brasileira de Consultores Políticos é presididapelo mestre Carlos Manhanelli e tem Gaudêncio Torquato como vice-presidente. Oórgão foi criado há 20 anos e prima pela qualidade de seus participantes, congregando os melhores Consultores Políticos e Assessores em Marketing Eleitoral do Brasil.

 

 

“É uma grande responsabilidade ocupar os quadros daABCOP e representar a mulher nesse mercado, especialmente por se tratar de umaprofissão essencial para a transparência e publicidade na seara política,contribuindo, assim, para o aprimoramento da Democracia”, enfatiza aconsultora.

 

E-mail: danielebarrettopolitica@gmail.com

www.twitter.com/danybarretto

www.facebook.com/daniele.barreto.7

 

 

Terça-feira , 27/04/2012
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Coluna “Política à Flor da Pele “



Reflexão: A leitura engrandece a alma. Voltaire

 

 

 

Resumo Político da Semana

 

 

 

 

* Destaque da pauta

 

Nesta terça-feira (24), começará, na Câmara dos Deputados, a análise do relatório do deputado Paulo Piau (PMDB-MG) sobre o Código Florestal.

 

Para atender aos ruralistas, foram retiradas algumas propostas do texto. A discussão sobre o Código Florestal se estende desde o início do segundo semestre de 2011 e já foi responsável por uma derrota do governo no Congresso. Ambientalistas afirmam que se trata não de um "código florestal" e sim um "código do agronegócio".

 

Partindo do princípio que a bancada ruralista pressiona - desde o início - para uma votação rápida e que alguns dos deputados e senadores à frente das negociações são pecuaristas, não é de se estranhar a afirmação dos grupos defensores do meio ambiente.

 

* CPI do Carlinhos Cachoeira...

 

Uma sessão mista (Câmara e Senado) às 19h da terça (24) designará os integrantes da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que vai investigar as atividades de Carlinhos Cachoeira relacionadas com agentes públicos. Essa CPI vai mirar em um alvo e acertar muitos outros.

 

* Sem surpresa

 

Dilma bateu recorde de popularidade segundo a última pesquisa publicada: 77%.

 

Mas, 67% das pessoas entrevistas pela DataFolha responderam a pergunta "Quem deve ser o candidato do PT à Presidência em 2014" com um sonoro: Lula!!!!!

 

* Uma boa notícia

 

Uma boa notícia: a Mesa Diretora do Senado Federal aprovou o fim dos chamados 14º e 15º salários, pagos anualmente aos senadores e deputados. A decisão foi por unanimidade, mas ainda vai passar pela votação do plenário. A aprovação em plenário poderá depender da pressão popular.

 

* No meu Facebook: ( Daniele-Barreto )

 

Com a proximidade das Eleições 2012, tenho recebido pedidos de dicas de livros nas áreas de Direito Eleitoral, Marketing Político, Estratégias Eleitorais... Então, elaborei - com todo carinho - mais um ESPECIAL do CLUBE DO LIVRO 'Letras pela Cidadania'. Serão 08 livros indicadíssimos para quem gosta da área! E para quem não gosta começar a gostar... rsrs :-)

Nos posts, você encontrará: trecho do livro; preços nas livrarias; onde comprar; contatos do autor (Facebook e Twitter) para dúvidas e mais informações dos autores... Enfim, tudo para facilitar a vida de quem se interessa por leituras sobre POLÍTICA. Os posts começam hoje e eu vou colocar 01 livro por dia, durante uma semana.

 

Aguardo a sua visita, sugestões e dicas!

Terça-feira , 03/04/2012
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Coluna “Política à Flor da Pele “



Especial:

“Os amigos de Carlinhos Cachoeira”

 

* Verdades e mentiras

 

A política brasileira transita entre (poucas) verdades e (muitas) mentiras. Na última semana, os planetas se alinharam numa configuração diferente e vimos um dos mais aguerridos, combatentes e moralistas senadores ter exposta a sua relação com um dos maiores contraventores do país – cujas práticas ele deveria combater e não se aliar.

 

Para desgosto da oposição, quem outrora ouviu os discursos inflamados e carregados de julgamentos (julgamentos extremamente pertinentes do ponto de vista do conteúdo, diga-se), não reconhece o acuado senador Demóstenes Torres - que perdeu a garra de outrora e optou por se esconder da mídia, buscando, junto com o seu advogado, elaborar estratégias para sair do “olho do furacão”.

 

O senador Demóstenes é alvo de grampos telefônicos nos quais se demonstra uma ligação inadequada com o contraventor Carlinhos Cachoeira. Chamando-o de "professor", o senador, que falava de um telefone registrado nos EUA, flerta com o perigo. Vale lembrar: Demóstenes foi Promotor de Justiça, Procurador Geral do Ministério Público do Estado de Goiás e ex-Secretário de Segurança Pública de Goiás. Isso eleva à máxima potência a gravidade de sua relação com Cachoeira.

 

Ontem (01), o presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, pediu a renúncia do senador, argumentando que "o teor das conversas telefônicas mantidas com o empresário, divulgadas pela imprensa, evidenciam uma situação mortal para qualquer político". O conteúdo das conversas divulgadas? Troca de favores, nomeações indicadas pelo contraventor, valores em dinheiro, interferência em processos judiciais...

 

Vale ressaltar que Demóstenes é o pré-candidato do DEM para a Presidência da República em 2014 (ou pelo menos ERA) e que pela Lei da Ficha Limpa, declarada constitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF), os políticos que renunciarem ao mandato também ficam inelegíveis. Período da inelegibilidade: o restante do mandato e os oito anos seguintes.

 

Mas, vale ressaltar que o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) não conseguiu protocolar representação contra Demóstenes no Conselho de Ética do Senado porque desde setembro não há presidente. Para o senador goiano ser incluído na Lei da Ficha Limpa, faz-se necessário que a renúncia seja posterior à representação. Sem representação em tempo hábil, caso renuncie, Demóstenes não ficará inelegível. Há uma corrente que discorda dessa tese, mas neste caso cabe uma longa discussão judicial.

 

Nota: Não vamos fingir desconhecer os motivos que levam os digníssimos a não resolver a ausência de um presidente no Conselho de Ética do Senado, né? Aí, é uma questão de analisar as “consequências de ter um presidente”, para entendermos os “motivos que levam os parlamentares a optar por não ter um”.

 

* Pressão do próprio partido

 

O DEM estabeleceu um prazo: Demóstenes tem até terça-feira (03) para se defender. Caso contrário, o partido aventa a possibilidade de expulsão. O deputado federal ACM Neto, líder do DEM na Câmara, afirma que o partido quer uma explicação sobre os graves fatos antes de dar início ao processo de expulsão. Verdade seja dita: pelo menos o partido não costuma adotar o comportamento de defender seus “malfeitores” ou de silenciar sobre seus “aloprados”. Ponto pro DEM.

 

* Planos do suplente

 

O 2º suplente do senador Demóstenes Torres, o produtor rural José Eduardo Fleury, disfarça, mas faz planos: “quero assumir, quando for de direito, se eu tiver direito”. Em tempo: o 1º suplente não assumiria porque também tem ligações com Carlinhos Cachoeira.

 

* Recordações...

 

Carlinhos Cachoeira nutre boas relações também no Planalto: foi o protagonista do primeiro grande escândalo da era petista. Em 2004, o petista Waldomiro Diniz, foi flagrado cobrando propina para o partido, ao contraventor. O chefe de Waldomiro era José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil. O encontro foi gravado por Cachoeira. Há um mês, Waldomiro foi condenado a 15 anos de prisão e seu comparsa a dez. Cachoeira também era agraciado com contratos na área de loterias da Caixa Econômica Federal.

 

* Cenas do próximo capítulo: arquivo bomba

 

Demóstenes não parece estar nessa história sozinho. Primeiro porque gravações anteriores dão conta de que Carlinhos Cachoeira era muito bem relacionado no Congresso e no Planalto, e para tanto não fazia distinções partidárias. Já surgiram nomes de outros parlamentares e de servidores públicos, que facilitavam os negócios do contraventor. O conteúdo de suas conversas (gravações da PF ou realizadas pelo próprio Cachoeira) deve ser manejado com acuidade. É nitroglicerina pura. E se o contraventor optar pela delação premiada, Brasília virá a baixo...

 

* O enigma

 

Um dos enigmas mais intrigantes dessa história se deu durante o pronunciamento de Demóstenes Torres, no Plenário do Senado, no dia 06. Negando qualquer irregularidade em suas relações com o Carlinhos Cachoeira (relação cujas nuances mais comprometedoras ainda não tinham sido divulgadas), o senador foi aparteado por 44 senadores, que lhe prestaram solidariedade e apoio. Outros tantos silenciaram.

 

Agora veja: um dos grandes opositores do governo - critico feroz - Demóstenes Torres, quando descoberto em uma situação extremamente comprometedora, recebe não o que se esperava de seus opositores – duras críticas – mas, sim, o apoio ou o silêncio dos mesmos. Vamos anotar e esperar os desfechos... Em breve, por certo, essa conivência será esclarecida. Ao que se vê, o submundo do crime e a política andam de braços dados.

 

* Ninguém aqui é bobo...

 

O senador Demóstenes Torres foi o relator da CPI do Mensalão. Alguns governistas e jornalistas - com ampliado senso de oportunidade - estão tentando justificar a inexistência do Mensalão colocando sob o senador a responsabilidade por ter inventado o episódio.

 

Como ninguém aqui é bobo, convêm avisar aos defensores dos “mensaleiros” (acusados de gravíssimos crimes) que essa história de querer usar o caso de Demóstenes como defesa, colocando por terra o relatório que o senador fez na CPI, não vai colar.

 

Vale ressaltar que a tropa de elite do governo (exímios maquiadores da realidade) já está propondo a “CPI da CPI do Mensalão”. Coisa de quem tem mesmo muito a esconder e busca, nesse subterfúgio, a proteção e não punição dos seus!

 

* E como eu não acredito em coincidências...

 

“Acasos”, envolvendo políticos brasileiros, simplesmente não existem. Se um dia eu já acreditei em “coincidências” no octógono da política, eu não me recordo! Não seria esta semana, após ver as graves denúncias contra o senador Demóstenes, que eu passaria a acreditar.

 

Não negando, obviamente, a veracidade do conteúdo das gravações da Polícia Federal (tampouco minimizando a importância dos fatos), mas ao mesmo tempo conhecendo os "artifícios" usados por alguns políticos, será que podemos especular a possibilidade das investigações sobre o envolvimento de Demóstenes com Cachoeira (que a PF já tem conhecimento desde 2009) ter "explodido" agora para ser utilizada como estratégia de defesa do Mensalão? Afinal, se o julgamento for protelado, a essa altura, haverá prescrição. Ou alguém acredita que as revelações contra Demóstenes Torres, justamente às vésperas do julgamento do Mensalão, se deram ao acaso? É uma incômoda dúvida.

 

* Futuro do DEM

 

Depois de protagonizar uma grande trapalhada política nas eleições 2010, quando exigiu a mudança do nome do senador Álvaro Dias por Índio da Costa, para candidato a vice-Presidente, o DEM amargou a perda de quadros significativos com a criação do PSD. O partido pretendia se recuperar e aumentar de tamanho nas eleições municipais de 2010. Outrora um dos maiores partidos do Brasil, o DEM quase deu certo. Agora recebe mais um duro golpe, às vésperas da eleição, com as denúncias envolvendo o seu pré-candidato à Presidência, em 2014, o senador Demóstenes Torres. Restaria ao DEM a fusão com o PSDB?

 

Terça-feira , 26/03/2012
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Política à Flor da Pele



Polemizando com...

O deputado federal ACM Neto

 

 

Reforma Política

 

Daniele Barreto (DB): Embora tenha maioria no Congresso, a presidente Dilma evita-o. E, como Lula, não possui apetite para qualquer Reforma relevante. Você já se posicionou pela necessidade da Reforma Política. Que mudança defende para minimizar os compromissos entre políticos e financiadores de campanha (compromissos pagos, muitas vezes, pelo Erário)?

 

ACM Neto: Nós somos a favor de uma reforma política ampla e que tenha poder de fogo contra a corrupção e os vícios do sistema eleitoral. Uma das nossas bandeiras é a criação de novo modelo de financiamento das campanhas, com a adoção de um sistema misto, ou seja, tanto com dinheiro público quanto privado, que torne as eleições mais justas. Também defendemos um maior rigor na punição a crimes como abuso de poder econômico e compra de voto. 

 

Bolsa Família

 

DB: O nascedouro dos programas de distribuição de renda foi o Fundo Nacional de Combate e Erradicação da Pobreza - criado pelo seu avô, ACM. Recentemente, você apresentou projeto de lei que torna o reajuste do Bolsa Família anual e automático. Qual a opinião sobre esses programas?

 

ACM Neto: Sou totalmente a favor do Bolsa Família e ele é fundamental na Bahia e nos estados do Nordeste e do Norte do país, principalmente. Agora, tem que ter uma válvula de escape. Os programas sociais precisam estar atrelados a outras ações como cursos profissionalizantes, educação em tempo integral, prestação de serviços qualificados em saúde e educação. Acredito que as pessoas não podem, e não querem, depender a vida inteira da ajuda do governo.

 

Oposição ao governo federal

 

DB: Quais os riscos, para a Democracia, de termos uma oposição tão debilitada?

 

ACM Neto: A oposição pode estar em menor número, mas é qualificada e tem contribuído de forma decisiva para apontar os erros do governo e propor soluções. Não fazemos, por exemplo, como o PT fazia no passado, que era contra tudo só por questões partidárias, eleitoreiras e mesquinhas. Votamos a favor do governo quando é bom para o país, e sugerimos melhorias. Isso é amadurecimento. Hoje, com essa onda de adesismo desenfreado, só está na oposição quem de fato tem compromisso ideológico e coerência. Isso é bom.

 

Crise: base aliada X governo Dilma

 

DB: A base aliada e o governo vivem um momento tenso, que culminou na saída dos líderes na Câmara e no Senado. Você é um dos mais bem conceituados parlamentares do país, e foi reconduzido à liderança do partido; como você avalia esse momento?

 

ACM Neto: Acho que a presidente Dilma Rousseff mudou os líderes para tentar conter a crise que se instalou na base aliada, em função, sobretudo, da insatisfação e briga por mais espaço nas estruturas do poder. Mas isso não resolve o problema. O problema é o modo petista de governar. O PT prefere contemplar aliados com cargos, mesmo que despreparados para ocupar determinadas funções, do que valorizar a meritocracia. Para o PT, o que vale é quem indica, e não o preparo que o cidadão tem para ser contemplado com determinado cargo. As indicações partidárias devem sim ser levadas em consideração, mas, antes de tudo, a qualificação do indicado precisa ser levada em conta.

 

DB: Nos últimos anos assistimos a construção de uma relação controversa entre o Planalto e o Congresso. Essa cooptação permanente de parlamentares começa dá sinal sinais de fadiga?

 

ACM Neto: Creio que sim. Principalmente à medida que a população vai ficando insatisfeita com esse tipo de jogo, que origina escândalos e denúncias de corrupção.

 

Eleições 2010 na Bahia

 

DB: Deputado, a derrota de Paulo Souto em 2010 teve caráter pedagógico para o DEM? O que o partido absorveu de lição para 2012?

 

ACM Neto: Toda eleição tem caráter pedagógico. Em 2010, o nome mais forte do Democratas para disputar as eleições era o do ex-governador Paulo Souto. E creio que fizemos uma bela campanha. O que aprendemos naquela eleição é que a oposição precisa se unir para derrotar o PT na Bahia. É para isso que estamos trabalhando.

 

Eleições Municipais: em Salvador, aliança com o PMDB

 

DB: Parabenizando o deputado federal Imbassahy pelo anúncio da pré-candidatura à prefeitura de Salvador, Lúcio Vieira Lima afirmou que as únicas candidaturas que não representam continuidade da administração de João Henrique são Imbassahy e Mário Kertész. Você possui indicações no governo, como Cláudio Tinoco, que promete entregar o cargo em breve. Retirar cargos da prefeitura agora não seria muito mais uma estratégia "para eleitor ver" do que de fato a demonstração de um posicionamento antagônico à gestão de João Henrique?

 

ACM Neto: A única indicação do Democratas na prefeitura é a de Cláudio Tinoco, na Saltur. E ele tem feito um belo trabalho. Tinoco deve deixar em breve o cargo, já que vai ser candidato a vereador pelo Democratas. Como em 2008, vamos apresentar um projeto novo para Salvador. Queremos revolucionar a cidade, e isso não é continuísmo. Vamos, como em 2008, apresentar ideias e projetos novos para a cidade e que resgatem a capacidade que Salvador já teve no passado de planejamento. O próximo prefeito de Salvador não poderá cuidar apenas do buraco, da pintura do paralelepípedo. Isso é importante, mas Salvador merece mais, muito mais.

 

DB: Esse posicionamento do presidente do PMDB da Bahia causa desconfortos e obstaculiza a união das oposições?

 

ACM Neto: Queremos construir a aliança com o PMDB em Salvador. Essa aliança já está consolidada em outras cidades do interior, e queremos o mesmo para Salvador. Vamos continuar trabalhando para que ela aconteça.

 

Eleições Municipais 2012

 

DB: Em 2008, o DEM elegeu 43 prefeitos na Bahia e 434 vereadores (fonte: TSE, 14.03.2012). O cenário político baiano recomenda expectativas favoráveis ao partido?

 

ACM Neto: Temos chances reais de vitória em cidades importantes em 2012, a exemplo de Salvador, Itabuna e Feira de Santana, só para citar três em que o Democratas tem nomes fortes para disputar. Também estamos dispostos a apoiar candidaturas de outros partidos que fazem oposição ao PT. De modo que acredito que vamos superar as expectativas. Em Salvador, devemos eleger de quatro a cinco vereadores. As condições políticas e eleitorais são bem melhores que em 2008.

 

Eleições 2014

 

DB: O PMDB busca espaço na arena política para viabilizar a candidatura de Geddel em 2014, o DEM busca o mesmo para o Sr. Esse é o principal motivo que dificulta a união das oposições na Bahia?

 

ACM Neto: Claro que a eleição de 2014 passa pela de 2012. Mas, no momento, estamos concentrando todos os nossos esforços para unir as oposições em Salvador e nas principais cidades do interior do estado. Eu já revelei que minha vontade é disputar uma eleição majoritária. Se meu partido me convocar, serei candidato a prefeito de Salvador. Mas ainda estamos conversando com outros partidos, e o PMDB, que tem o excelente nome de Mário Kertész, é um deles.

 

PT na Bahia

 

DB: Durante entrevista na Itapoan FM, você afirmou que Nelson Pelegrino é um candidato a prefeito "limitado". E profetizou: "não decolou e nem vai decolar". Sem agouro, mas depois do PT ter conquistado o governo do Estado no 1º turno, não seria prudente não menosprezar a força da máquina estatal (estadual e federal)?

 

ACM Neto: Não é menosprezo. É a população de Salvador que tem dito que não quer o PT, que não quer Nelson Pelegrino. Tanto respeitamos a força do PT que estamos trabalhando pela união das oposições para que possamos ter chances maiores de derrotar o candidato do governador Jaques Wagner.

 

Futuro do DEM

 

DB: Qual o impacto da criação do PSD para o Partido Democratas, nas Eleições 2012, em todo o país?

 

ACM Neto: Perdemos alguns quadros, mas os melhores permaneceram no partido. Vamos disputar as eleições de 2012 com chances reais de crescer.

 

Terça-feira , 22/03/2012
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Política à Flor da Pele




Jucá

Resumo Político da Semana

 

 * Mais de 12 anos depois... Jucá caiu!

 

Maioria heterogênea

 

Nenhum presidente governa sem a maioria no Congresso Nacional. Lula esforçou-se para ampliar essa “maioria” para uma quantidade nunca antes vista na história desse país. Por óbvio que a cooptação de parlamentares a qualquer custo atraiu quem – sem qualquer identificação ideológica com o partido – estava disposto a dar seu total e irrestrito apoio... Em troca de todo tipo de benefício que conseguisse negociar!

 

Assim, se formou uma base aliada extremamente heterogênea, que vai desde os aliados históricos (como o PCdoB) ao recém-nascido PSD. Quanto ao PSD, diga-se, muitos afirmam que nasceu e-xa-ta-men-te para isso: fugir do DEM e abrigar-se na sombra da frondosa árvore governista.

 

Em seu projeto de hegemonia – admitido pelos próprios petistas – o partido buscou ocupar todos os espaços. Esmagou a oposição. Atraiu políticos com benesses irresistíveis.

 

A base aliada foi crescendo. Hoje, o governo possui 80% do Congresso em sua base de apoio. Um grupo heterogêneo e sempre muito bem disposto quando o assunto é barrar convocações de ministros, blindar o/a presidente (Lula e Dilma), distorcer os fatos... Tanta dedicação e trabalho (afinal, do Mensalão à queda de 07 ministros, a base aliada suou a camisa) têm seu preço. E o governo vai pagando.

 

O líder no Senado

 

Ser líder num cenário como esse é tarefa hercúlea. E Romero Jucá (PMDB-RR) o desempenhou muito bem! Foi líder do governo Fernando Henrique Cardoso e Lula, e seguia no governo Dilma. Nos 08 anos ao lado do ex-presidente Lula, fez milagres no Senado. Acalmou ânimos em momentos de crise, em tempos de Mensalão...

 

Esta semana, depois de apoiar reivindicações do seu partido (contra o governo) e não “avisar” à presidente acerca de algumas movimentações para derrubar negociações do governo com o Congresso, Jucá foi sumariamente afastado. Dilma não engoliu que seu líder se aliasse aos amotinados correligionários.

 

A força de Jucá se esvaiu quando senadores do PMDB ajudaram a rejeitar a recondução do diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo. O substituto é Eduardo Braga (PMDB-AM). Jucá tem muito mais conhecimento, habilidade e prestígio político. Julgo a mudança um erro de estratégia.

 

A presidente aproveitou e mandou Cândido Vaccarezza (PT-SP) embora da liderança do governo na Câmara. Aliás, convenhamos: dispenso-o da função na qual não deveria tê-lo colocado. A diferença entre Jucá e Vaccarezza é abismal.

 

Queda lenta

 

Não dá para imaginar que Dilma retirou Jucá da liderança do governo no Senado pela sua pura e simples insubordinação nos casos citados. Até porque Jucá muito já fez pela dita “governabilidade”.

 

Apesar de alguns fingirem surpresa, não era novidade que parlamentares petistas peemedebistas vinham pedindo a cabeça de Jucá.

 

O argumento de que Jucá saiu em função das derrotas do governo no Senado, na semana passada é desculpa.

 

Em junho de 2011, a situação de Jucá já era delicada. Na época, a bancada do PMDB enviou à presidente Dilma uma moção em prol do veto dos trechos da Medida Provisória 517, que converte em bilionários os banqueiros que faliram nos anos 90. Endossaram o veto: o PP, o Ministro da Fazenda, o Banco Central e a Advocacia-Geral da União. O que Jucá tem a ver com isso? O benefício aos banqueiros foi inserido pelo deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), com o apoio de Jucá. Dizem! A “advocacia” de Jucá em prol dos banqueiros rendeu grande rejeição por parte de alguns petistas, que pediram sua cabeça à presidente. Chegaram a sugerir substituí-lo por Walter Pinheiro e colocar o senador Eduardo Braga (PMDB-AM) na liderança no Congresso.

 

E não foi só.

 

Em 2010, Jucá viu seu patrimônio ser revirado por revistas de grande circulação. Nelas, o lobista Geraldo Magela Fernandes da Rocha apresentava-se como ex-laranja de Jucá em empresas de comunicação (emissoras de rádio e TV).

 

A ofensiva continuou: em novembro de 2011, a Revista Veja publicou ruidosa matéria intitulada “O avião-forte”, na qual expunha os bastidores da campanha do governador de Roraima, Anchieta Júnior (PSDB), eleito por Jucá. Os inimigos políticos do senador comemoraram a matéria.

 

Quando da publicação da revista, eu estava, coincidentemente, em Roraima e muitos foram os comentários que ouvi acerca das denúncias se tratarem de uma orquestrada ofensiva contra o senador Romero Jucá (não descartando, obviamente, a veracidade das notícias, que devem ser investigadas pelos órgãos competentes).

 

E não foi só.

 

Quem não lembra que a Revista VEJA publicou uma reportagem na qual Oscar Jucá Neto – o sobrenome não é coincidência, ele é irmão do senador Romero Jucá - ex-diretor da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) denuncia um esquema de corrupção no Ministério da Agricultura, sob o comando do ex-ministro Wagner Rossi, do PMDB? Rossi se demitiu.

 

O ministro negou tudo e acusou Oscar Jucá Neto de realizar pagamento ilegalmente, como diretor da Conab. Ficou o dito pelo não dito. Ninguém sabe o fim das investigações – se é que um dia houve alguma – mas, por óbvio que uma ala do PMDB não engoliu as denúncias de Jucá Neto.

 

Não precisava de uma bola de cristal para saber que Jucá se tornava, cada vez mais, indesejado por algumas alas do partido e do governo. Jucazinho também fez denúncias que respingavam no senador Gim Argello (PTB), influente na Conab. Na ocasião, Jucá disse ter pedido desculpas à presidente Dilma Rousseff pelas declarações do irmão.

 

Ah, a saída de Jucá se deu, também, por movimentação dos “descontentes” - grupo capitaneado por Eduardo Braga – que não aceitam Renan Calheiros e José Sarney (grupo de protetores e protegidos, ao qual Jucá faz parte no Senado).

 

Foi uma saída constrangedora, que contou também com o “dedinho” de Ideli Salvatti, ministra da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República e articuladora-mor do governo Dilma.

 

“Saio para contentar os descontentes”, resumiu o senador peemedebista.

 

Tudo indicava que, mais dia menos dia, Jucá cairia.

 

E qual a relação com as “Eleições 2012”?

 

A crise que culminou na queda de Jucá tem contornos que nos conduzem as Eleições 2012.

 

Em setembro de 2011, parte do PT deu início a uma onda de denúncias contra membros do PMDB. Os peemedebistas logo descobriram o motivo: o PT quer conquistar 2000 prefeituras em 2012 – tirando a medalha de ouro do PMDB, recordista com 1.200 prefeituras. Detalhe: o segundo colocado é o PSDB com quase 800 prefeitos; o PT come poeira em terceiro lugar com cerca de 550.

 

Somando-se esse número de prefeituras com o fato do governo federal lidar diretamente com as Prefeituras em diversos dos programas sociais, o PT conseguiria chegar em 2014 com muito menos dependência do PMDB.

 

O PMDB entendeu a movimentação petista e preparava, desde então, uma “vingança”.

 

Esta semana, o PMDB manifestou-se contrariamente ao projeto petista – que com a proximidade das eleições fica cada vez mais acintoso, especialmente no tocante ao, digamos, “uso da máquina” a favor dos candidatos petistas locais. A vingança veio em forma de VOTO: peemedebistas se aliaram à oposição e derrotaram o governo em votações importantes; além de adiar outras e quase colocar por terra as negociações de mais de um ano acerca do Código Florestal.

 

De agora em diante

 

Jucá é um político dos mais influentes em Brasília. Como se comportará a partir de agora?

 

Ele já deu indícios de que poderá continuar liderando. Irá Jucá liderar os “insatisfeitos” com o governo. Ele deu um indício: "Existe um clima de insatisfação de senadores e deputados a [sic] nível partidário. É preciso que o governo faça política, converse, chegue mais perto. E que a máquina pública dê atenção aos senadores. Muitos senadores reclamam de desprestígio, eles não conseguem resolver as questões. É importante o governo atentar".

 

É, Jucá, é importante o governo atentar: a fórmula mágica da negociação perene e cooptação de parlamentares para “poder governar como bem quiser” já dá sinais de fadiga!!!

 

* No Twitter:

 

Em seu Twitter, o senador Romero Jucá postou:

~> Jucá será indicado por PMDB a relator do Orçamento de 2013

http://www1.folha.uol.com.br/poder/1061060-juca-sera-indicado-por-pmdb-a-relator-do-orcamento-de-2013.shtml

Terça-feira , 17/03/2012
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Política à Flor da Pele



 semana no Congresso Nacional

 

 

* O Congresso anda em círculo

 

Porque fazer hoje o que podemos fazer amanhã? É a máxima do Congresso! Principalmente se nesse "amanhã" poderá cobrar um preço maior pelo "serviço".

 

Esse pensamento parece nortear os parlamentares - especialmente a base aliada do governo.

 

É o que percebemos nas votações de importantes projetos que deveriam já ter sido realizadas no ano passado, mas que se arrastam no tempo. Não por acaso! Tais votações têm sido a principal moeda de troca de cargos, favores e poder. E o povo continua aguardando soluções que urgem.

 

Mesmo com maioria no Congresso, o ex-presidente Lula não realizou nenhuma reforma importante. Dilma vai pelo mesmo caminho.

 

O ano de 2012 começa com o rompimento de acordos que pareciam ter sido finalizados; mas que voltaram a estaca zero porque partidos da base aliada que "dar uma pressionadinha" em Dilma.

 

A semana passada terminou com o PMDB - maior aliado do governo petista - mostrando a sua força. E esta semana começa igual ao início de tantas outras: discutindo a votação do Código Florestal e da Lei Geral da Copa. O Congresso anda em círculo.

 

Esta semana podem ser votados o Código Florestal (PL 1876/99) e a Lei Geral da Copa (PL 2330/11). Ok. Se houver acordo entre as lideranças dos partidos políticos.... Claro!

 

Vamos ao Código Florestal... O deputado Marco Maia, presidente da Câmara assume: divergências políticas entre os partidos da base aliada e o governo Dilma Rousseff podem provocar o adiamento da votação.

 

Amanhã, líderes de partidos se reúnem no gabinete da Presidência. O relator Paulo Piau (PMDB/MG) antecipou que fará mudanças no projeto. Por exemplo: excluir o artigo proposto pelos senadores que permite novos empreendimentos de cultivo de crustáceos. O não entendimento, entre os parlamentares, sobre as áreas de preservação permanentes (APP´s) permanece.

 

A Lei Geral da Copa... O projeto de lei, que define os direitos e obrigações ligados à realização das copas das Confederações (2013) e do Mundo (2014) no Brasil, prevê a venda e o consumo de bebidas alcoólicas nos estádios e regras para a venda de ingressos com desconto de 50% para estudantes, idosos e beneficiários do programa Bolsa Família. As discussões já contaram com um deselegante empurrãozinho da FIFA que afirmou que o Brasil precisa de um "chute no traseiro". Melindres a parte, a FIFA está correta: é inadmissível que dois anos antes do mundial sequer a lei tenha sido votada... e nem vamos ingressar na questão da logística, infraestrutura etc.

 

Estes mesmos debates ocorrem desde o início do segundo semestre de 2012, sem que nenhuma solução apareça no horizonte dos parlamentares.

 

* Medidas Provisórias

 

Uma das MP´s que tranca a pauta das sessões ordinárias na Câmara dos Deputados é a que propõe diminuição de 50% para 35,9% o valor do Adicional de Tarifa Aeroportuária (Ataero) incidente nas taxas cobradas das companhias aéreas e dos passageiros.

 

Não fique feliz, leitor! A mesma MP cria uma Tarifa de Conexão, a ser cobrada da empresa aérea pelo uso das instalações do aeroporto nas conexões entre seus vôos. Ou seja, a arrecadação não deve diminuir e, ao que tudo indica (principalmente para quem tem por hábito viajar para o Norte) o preço ficará mais caro - devido às conexões.

 

* Novos presidentes das comissões permanentes

 

Foram eleitos os presidentes das 20 comissões permanentes da Câmara. Eleitos é maneira de dizer, porque as escolhas se dão pelos partidos, respeitando o critério de proporcionalidade. As maiores bancadas, do PT e PMDB, ficaram com 03 comissões, cada. O PSDB, o PP, o DEM e o PR ficaram, cada um, com duas. Outros partidos -- PTB, PSB, PSC, PV, PCdoB e PDT -- presidirão uma. Os presidentes terão mandato de um ano.

 

* PSD e as comissões permanentes

 

O PSD, criado após as eleições de 2010, reivindicou comissões, mas não foi atendido. Mesmo sendo um gigante com 47 deputados federais. Mas não ficou de mãos vazias: cada deputado do PSD poderá ser titular de pelo menos uma comissão - direito assegurado a todos os parlamentares.

 

* Agenda:

 

Seminário internacional discute a regulamentação da comunicação pública no Brasil. O evento será na Câmara dos Deputados, Brasília, entre os dias 21 e 23 de março.

 

Veja a programação: [foto em anexo]

http://www2.camara.gov.br/noticias/institucional/noticias/seminario-internacional-regulacao-da-comunicacao-publica

 

* Eleitores do futuro

 

O Plenarinho lançou o programa Eleitor Mirim 2012. Os professores do ensino fundamental (5º ao 9º ano) que desejarem participar terão acesso a uma cartilha com textos e sugestões de atividades para serem desenvolvidos no primeiro semestre, sobre os temas: democracia, voto, representatividade e eleição. No segundo semestre, poderão colocar em prática o que discutiram, elegendo um candidato fictício para participar do programa eleitoral gratuito do Plenarinho que vai ao ar em outubro.

 

Observação: O material didático será disponibilizado no portal Plenarinho para todos os professores que se interessarem. Dia 30 de março é o prazo para enviar um texto para plenarinho@camara.gov.br com o título: "Por que é importante participar do Eleitor Mirim 2012?"

 

Vamos divulgar para os professores dos nossos municípios?

 

Mais informações em: http://www.plenarinho.gov.br/cidadania/Reportagens_publicadas/regulamento-eleitor-mirim-2012 [ foto em anexo ]

Terça-feira , 16/02/2012
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Política à Flor da Pele



Nestor Neto

Um jovem militante peemedebista

 

 

 

Quem vê um jovem aguerrido palestrando sobre Política para dezenas de crianças e adolescentes em uma escola no município de Salvador possivelmente estranhará a foto tirada em novembro de 2011, em Brasília, ao lado do vice-presidente da República Michel Temer. A imagem do paulista que trilha carreira pública desde 1983 - e que já se viu envolvido na Operação Castelo de Areia e na Operação Caixa de Pandora, ambas da Polícia Federal - contrasta com o rapaz idealista que costuma em sua militância ou nas redes sociais instigar a todos que não percam a capacidade de indignação frente ao comportamento reprovável de alguns políticos e que cobrem soluções para os problemas sociais que afligem o povo brasileiro.

 

O militante peemedebista que ladeia Temer é Nestor Neto. Filiado ao Partido do Movimento Democrático do Brasil, Nestor mora na Mata Escura - populoso bairro de Salvador, cujos cem mil habitantes possuem diversos problemas urbanos relacionados ao transporte público, limpeza pública e esgotamento sanitário. O bairro também abriga a Penitenciária Lemos de Brito, maior do Estado. O local simboliza o ecletismo religioso de Salvador, com muitas igrejas evangélicas, católica e um tradicional terreiro de candomblé; mas carece de praças e áreas públicas de lazer - assim como de segurança, não se diferenciando, nesse aspecto, de nenhum outro bairro da capital baiana.

 

Nestor Neto é o terceiro entrevistado da série "A Juventude Politizada!", da coluna "Política à Flor da Pele".

 

 

Daniele Barreto, "Política À Flor da Pele": Nestor Neto, quem é você?

 

Nestor Neto - PMDB: Um jovem que milita pelas causas sociais desde a década de 90, que busca a melhoria da sociedade e vê na política o caminho direto e preciso para este fim. Aos 30 anos, formado em Administração, atuo no PMDB, partido que sou filiado desde 2003, como Presidente Estadual da Juventude, Secretário Nacional da Juventude e Tesoureiro do Diretório Municipal PMDB de Salvador. Sou morador do bairro de Mata Escura, periferia da cidade de Salvador, comunidade pela qual luto pelo seu desenvolvimento e melhoria.

 

Colunista: E como se deu o ingresso na trajetória política?

 

Nestor Neto - PMDB: Iniciei minha vida política nas escolas públicas municipais onde estudava, participando ativamente de grêmios estudantis, desenvolvendo várias atividades de luta em busca de melhores condições para o trabalho oferecido nestas escolas.

 

Colunista: As primeiras experiências foram no movimento estudantil...

 

Nestor Neto - PMDB: Em 2003 fui um dos idealizadores da "Revolta do Buzú", um dos maiores movimentos sociais do país, onde lutávamos contra o aumento da passagem de ônibus e melhoria do transporte público oferecido a cidade de Salvador. Em seguida assumi a Presidência da ABES (Associação Baiana dos Estudantes Secundaristas), ampliando assim a nossa luta em defesa dos estudantes a partir de uma entidade histórica e bastante representativa dos estudantes da Bahia.

 

Colunista: E o que o mobilizou à política partidária?

 

Nestor Neto - PMDB: O que me mobilizou foi a causa social, sempre lutei por uma série de mudanças. Acredito que através da política podemos transformar nossos anseios em realidade.

 

Colunista: Como você vê os partidos de Esquerda?

 

Nestor Neto - PMDB: Os partidos de esquerda no Brasil, historicamente, sempre viram o governo ou os partidos que compunham os governos como "vidraça" e eles como sendo "a pedra"; assim, aproximaram-se do movimento estudantil porque se opunham a um modelo de gestão na área educacional e da política econômica do país... Com esse discurso, ganharam adeptos nas universidades e escolas públicas do país. Mas a esquerda do passado ocupa o governo; e quando comparamos o seu discurso antes de assumir a situação com o que é feito hoje percebemos que está na contramão do que sempre pregou.

 

Colunista: Um discurso demagogo! Mantiveram as práticas que criticavam...

 

Nestor Neto - PMDB: A política econômica, por exemplo, da esquerda que hoje ocupa o governo é a mesma visão econômica do PMDB da década de 80 e de FHC da década de 90 (os pilares econômicos, a visão da educação etc.). Enfim, é muito fácil aglutinar pessoas a partir de um microfone, megafone ou discursos eloqüente em salas de aula, praças e ruas, com bandeiras levantadas em frente a vários órgãos públicos... Diferente de quem está por trás da máquina estatal - que não tem como aglutinar pessoas porque são responsáveis pela gestão do país. O PMDB é o maior partido do Brasil com o maior número de senadores, prefeitos e vereadores eleitos, somos a segunda bancada do congresso.

 

Colunista: Porque um jovem ingressa num partido conhecido por práticas políticas retrogradas e comandado por velhos caudilhos?

 

Nestor Neto - PMDB: A escolha pelo PMDB se deu por acreditar no diálogo com as pessoas, sobretudo em um partido como PMDB - Partido do Movimento Democrático do Brasil -, onde se ouve e é ouvido, onde você tem vez e voto... Isso não acontece em alguns partidos de esquerda, que se dizem democráticos, mas no máximo uma ou duas pessoas tomam as decisões e impõe seus pensamentos aos demais. Temos um exemplo recente; vimos o ex-presidente Lula impor o nome do seu pupilo Fernando Haddad - então Ministro da Educação - como candidato a prefeito de São Paulo, mesmo tendo como preferida a atual Senadora Marta Suplicy, seguida de Aloísio Mercadante e outras figuras renomadas do PT de São Paulo... Mas, distante de tudo isso, prevaleceu a opinião do ex-presidente e fundador do partido.

 

Colunista: Embora tenha um passado de luta pela Democracia, o seu partido não possui ideologia e posicionamentos muito bem definidos - sempre buscando se abrigar em qualquer governo. Como você avalia?

 

Nestor Neto - PMDB: O PMDB sempre teve uma ideologia, o que aconteceu foi que o partido simplesmente deixou a vanguarda dos interesses do povo brasileiro no discurso e passou a implementá-los na prática. Desde a eleição de Tancredo Neves, o PMDB deixou de lutar pelo povo brasileiro indo às ruas e passou a utilizar a máquina estatal para o mesmo fim, contribuindo efetivamente para o início das transformações sociais que o Brasil vive hoje - pois não existe presente sem passado.

 

Colunista: Como a Juventude do PMDB absorve a política de alianças do governo Lula, que tenta cooptar partidos políticos e parlamentares com cargos, emendas, Ministérios...

 

Nestor Neto - PMDB: Avaliamos de forma muito simples: o PT sempre posou como paladino da moralidade e no primeiro mandato do presidente Lula em 2003 - ano do Mensalão -, o mesmo não queria aliança com o PMDB... O ex-ministro Chefe da Casa Civil, José Dirceu, iniciou uma conversa com os líderes peemedebistas, mas foi desautorizado pelo então presidente. O PT definiu uma política de varejo no Congresso Nacional, negociando cada votação e tentando imprimir um modelo de negociação que eles sempre utilizaram no movimento sindical, mas que não funcionou no Congresso, pois cada cabeça é um mundo...

 

Colunista: Mas, há muitos anos vocês são aliados; mesmo o PT tendo criticado duramente algumas das maiores lideranças do seu partido, como Sarney, Renan, Temer...

 

Nestor Neto - PMDB: Quanto à difamação que o PT sempre fez não só aos líderes do PMDB, mas de outros partidos, e também aos grandes empresários deste país, era só um "teatrinho" para mantê-los como proprietários absolutos da ética. No entanto, eles cresceram às custas dos trabalhadores que através do imposto sindical sempre mantiveram o Partido dos Trabalhadores. Logo após o escândalo do Mensalão, percebeu-se que o PMDB era a melhor alternativa para governar por que não precisava pagar Mensalão e o partido poderia fornecer quadros para ajudar a governar.

 

Colunista: Poderia ajudar a governar com honestidade, então...

 

Nestor Neto - PMDB: Não digo que no PMDB só existam pessoas honestas, mas asseguro que nunca pousamos de intocáveis como o PT e membros importantes do partido estão respondendo processo no Supremo Tribunal. O Brasil não precisa de um Salvador da Pátria, precisa de homens e mulheres comprometidos com o desenvolvimento deste país e um bom uso do erário.

 

Colunista: O PMDB apresentou um "Programa para o Avanço do Brasil", no qual o Vice Presidente Michel Temer, afirma que "o PMDB visa alcançar todas as classes sociais, com moderação, equilíbrio, respeito e atenção às instituições constitucionalmente fixadas". O partido tem respeitado às instituições democráticas?

 

Nestor Neto - PMDB: O partido tem um programa bem definido, com respeito às instituições; a nossa história prova isso. Fomos nós que abrigamos na ditadura militar todos os partidos e companheiros de lutas, lutamos em defesa da liberdade do Brasil, fizemos as Diretas Já, garantimos que após a morte de Tancredo Neves o vice-presidente num momento de turbulência política assumisse a presidência para garantir a democracia, enquanto vários outros partidos foram contrários, a exemplo do PT.

Terça-feira , 06/02/2012
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Política à Flor da Pele



 

Bruno Alves

Um jovem militante do Democratas
 
Dia 12 de agosto de 2011, o Jornal Folha de São Paulo publica, na disputada coluna "Poder", a foto de um jovem negro sob o título "A esquerda não é dona da periferia, diz garoto-propaganda do DEM". A frase foi destacada das inserções do Partido Democratas, veiculadas na televisão. Na foto da Folha de São Paulo, o garoto está ao lado da família, em uma casa de um bairro popular de Salvador. No vídeo, que teve milhares de acessos no Youtube, a estrela do filme fala com naturalidade, caminha à vontade e informa: "Só porque sou jovem e moro na periferia, alguns políticos pensam que eu tenho que ser de esquerda"!

 

Ao contrário do que muitos acharam, a campanha não era estrelada por um ator. O protagonista é Bruno Alves: protagonista da propaganda do DEM e protagonista das mudanças que quer ver na sociedade... Bruno é filiado ao Partido Democratas e não precisa que demagogos expliquem o que é trabalhar desde o final da infância, lutar para vencer obstáculos e viver num bairro da periferia de um dos Estados mais violentos do país. Essa é uma realidade que ele conhece de perto, em seus 27 anos vivenciando o bairro do Pau Miúdo e o Pelourinho - por onde caminha com seu tio Clarindo Silva, conhecido como "síndico do Pelourinho", tamanha a devoção e zelo pelo patrimônio histórico e cultural!

 

Bruno é o segundo entrevistado da série "A Juventude Politizada!", da coluna "Política à Flor da Pele".

 

Daniele Barreto, "Política À Flor da Pele": Bruno, quem é você e como iniciou a trajetória política?

Bruno Alves - Partido Democratas: Sou um jovem de 27 anos, morador do Bairro do Pau Miúdo, formado em Administração de Empresas pela Faculdade da Cidade do Salvador e que observa as barreiras como oportunidades de mostrar a capacidade de superá-las! Sou comerciante do centro histórico de Salvador, na Praça da Sé - onde comecei a trabalhar aos 13 anos com meu pai, falecido há 05 anos. A primeira forma de manifestar minhas opiniões políticas foi um blog*. Fiz um artigo sobre a tentativa de retornar a CPMF; o deputado federal ACM Neto gostou e publicou, em 2009.

 

Colunista: Foi seu primeiro contato direto com o Partido Democratas?

Bruno Alves - DEM: O primeiro contato foi em 2008, na campanha de ACM Neto, mas eu não fazia parte da Juventude do DEM. Neto também publicou outro artigo que escrevi sobre o Pelourinho.

 

Colunista: Você conhece bem os problemas do centro histórico de Salvador e bairros periféricos...

Bruno Alves - DEM: Conheço o abandono. Acompanhei a revitalização do Pelourinho promovida por ACM e vi entrar em decadência, no governo atual. Na época de ACM, os partidos de oposição (PT, PCdoB) disseram que era um projeto de fachada; logo, achei que, uma vez no governo, o PT criaria algo melhor... Isso não aconteceu. Eu acompanhava meu tio Clarindo Silva, um grande defensor da revitalização do Pelourinho, nas reuniões com comerciantes e moradores; foi quando percebi que poderia ajudar de forma mais direta e não ficar apenas no debate político.

 

Colunista: Porque um rapaz de um bairro popular escolhe o DEM - conhecido pelo comando "truculento", na Bahia?

Bruno Alves - DEM: Porque o DEM tem como marcas a meritocracia e a gestão eficiente - importantes na política. O político não pode se nortear apenas pelos desejos da população, tem que adotar ações impopulares, pensando no futuro. O DEM tem essa conduta!

 

Colunista: Porque não um partido de esquerda, mais próximo dos movimentos sociais?

Bruno Alves - DEM: Sempre observei com ar duvidoso os partidos de esquerda... Eles utilizam de forma demagógica as questões racial, social, homossexualismo etc. Os partidos de esquerda usam a segregação para se inserir. O DEM não segrega; observamos a sociedade como um conjunto único de pessoas que a transformam.

 

Colunista: E o que representa o controverso ACM para um jovem político democrata?

Bruno Alves - DEM: ACM poderia ter vários defeitos, mas o importante é que era um gestor exemplar - tinha como primazia o planejamento e a gestão! Hoje não... O governo do PT tem como primazia o discurso populista e demagogo - a gestão fica em segundo plano.

 

Colunista: ACM Neto libertou-se politicamente do nome do avô?

Bruno Alves - DEM: Neto tem sua própria história. Dizer que ele apenas dá continuidade ao poder político do avô é engodo. As críticas são reverberações de quem não o conhece e prolonga discursos alheios por não buscar informações. Se ACM Neto está na Câmara dos Deputados - representando a juventude do Brasil, não só a Juventude Democratas - é porque teve oportunidade de estudar, de se preparar... É isso que defendemos: que o povo brasileiro tenha oportunidade de alavancar socialmente e buscar seu espaço. É por isso que eu estou no DEM!

 

Colunista: Como gerar oportunidades?

Bruno Alves - DEM: É importante avaliar que igualdade social é diferente de igualdade de oportunidades. Se investirmos na igualdade de oportunidades, o indivíduo vai crescer e conquistar seu espaço. Enquanto buscarmos a igualdade social - através do assistencialismo - o oprimido continuará na condição de oprimido e sempre necessitará de ajuda.

 

Colunista: Como negro, considera que as cotas geram oportunidades?

Bruno Alves - DEM: Sou contra cota racial porque ela segrega. As desigualdades econômicas e sociais no Brasil atingem brancos, negros, independentemente de cor. Sou favorável à cota social, porque infelizmente existe uma demanda - desde que não seja eterna. Na realidade, o que falta no Brasil é um projeto de educação - no período de implementação, existiria a cota; mas, a cota iria se diluindo a medida que esse processo avançasse. Hoje, os investimentos voltados para a educação são realizados de forma fracamente eleitoreira e sem nexo e nem ordem.

 

Colunista: E o PROUNI?

Bruno Alves - DEM: O PROUNI é bom; mas, levados pela emoção de conseguir ingressar em um curso universitário, não observamos que o nível da educação superior no Brasil é muito baixo. Essa cota social só vai atender ao jovem que, durante o ensino público, manteve suas perspectivas, apesar da deficiência... mas, no meio do caminho milhões de jovens já se perderam.

 

Colunista: E a cota racial?

Bruno Alves - DEM: É pior, porque além de perder esses milhões, você divide. Numa escola pública que estudam brancos e negros, segrega-se, dando oportunidade maior para um grupo. Conhecemos a história da construção do Brasil, mas a mudança que almejamos não será construída através da segregação - se isso continuar, os nossos filhos, netos e bisnetos necessitarão de cotas.

 

Colunista: No governo Lula, milhares de pessoas saíram da miséria - que Dilma quer erradicar. Você percebe essa mudança nos bairros populares de Salvador?

Bruno Alves - DEM: Ouve avanços; principalmente por que antes do PT chegar ao governo, nossas ideias foram implantadas por Itamar Franco e FHC: combatemos a inflação, tornamos a economia mais livre; o que gerou empregos e ajudou a combater a pobreza. O Bolsa Família perdeu um dos seus objetivos: o compromisso em preparar os assistidos para retornar ao mercado de trabalho. O governo comemora o aumento de famílias assistidas: se o programa fosse gerido de forma correta, esse número iria diminuir. Sem as ações de cunho liberal, o governo sabe que não teria o que comemorar. Mas, o governo não tem tomado medidas importantes para o Brasil continuar avançando.

 

Colunista: Você se envolveu recentemente em uma polêmica. Afirmou, em uma reunião partidária, que o DEM "não é um partido de mauricinhos:". Explique melhor...

Bruno Alves - DEM: Os partidos adversários tentam dificultar o acesso da Juventude Democratas a determinados segmentos populares, colocando nossa imagem como elitista. Durante o seminário de formação de novas lideranças do DEM, combati a ideia de que o DEM é um partido de elite.

 

Colunista: O pré-candidato a prefeitura de Salvador, deputado federal Nelson Pelegrino, acusou o DEM de usar um "negro de periferia" para dar aparência "menos elitista"... Foi preconceito?

Bruno Alves - DEM: O deputado emitiu uma nota afirmando que eu estaria sendo usado, o que não me surpreendeu, pois apesar do discurso de respeito às diversidades, os partidos de esquerda são totalmente intolerantes a quem pensa de forma diferente e não obedece a velha cartilha. A declaração deixou exposto o preconceito ideológico e partidário, no aspecto racial. Foi uma colocação infeliz. Não gostei.

 

Colunista: Daí você se transformou no garoto propaganda * do DEM...

Bruno Alves - DEM: Após a polêmica com o deputado, escrevi um artigo no jornal A Tarde: "A esquerda não é dona da juventude". O debate invadiu as discussões políticas e o marqueteiro José Fernandes me convidou para a inserção partidária.*

 

Colunista: O ex-deputado federal José Carlos Aleluia se envolveu no debate, afirmando: "O sonho acabou. A juventude acordou para o PT. O paraíso prometido tornou-se uma infindável sucessão de casos de corrupção. Os jovens buscam novos caminhos".

Bruno Alves - DEM: Existem muitos jovens desiludidos com a esquerda; enquanto oposição, o PT se colocava como paladino da justiça e da moralidade - o que nunca foi -, ao chegar ao poder, a corrupção vira a maior marcar do governo. A juventude do PT não queria isso. A juventude do PCdoB não queria ver seu maior líder envolvido em corrupção - frustrando e afastando uma parcela do engajamento partidário.

 

Colunista: Claro que foi uma "sacada" muito boa do marqueteiro...

Bruno Alves - DEM: É certo que foi uma sacada muito boa, mas tudo isso foi construído de forma natural. Não fui usado pelo partido. Assim como o Deputado Nelson Pelegrino, existem outros intolerantes; mas a grande maioria das manifestações foram positivos - inclusive de militantes de partidos de esquerda.

 

Colunista: Quais as referências dos jovens democratas?

Bruno Alves - DEM: O senador Demóstenes Torres - que se posiciona sem medo das críticas e mostra veemência às posturas do DEM. É o nome para a Presidência da República! Há também o senador José Agripino, um intelectual nato que criou uma visão nova da oposição. Antes, desmereciam a oposição como "aqueles que perderam nas urnas". A oposição é uma posição tão salutar quanto a situação. O poder é do povo... E o povo escolheu que desempenhássemos essa função.

 

Colunista: Como o DEM desempenha essa função?

Bruno Alves - DEM: Não somos oposição "ao Brasil"; mas uma oposição construtiva ao governo. Se o PT desempenhar uma função satisfatória, o DEM estará ajudando. E naquilo que formos contrários - não nas questões ideológicas, mas às necessidades da população - iremos nos opor.

 

Colunista: O PFL virou DEM e trouxe o slogan "O partido das novas ideias"! Como podem surgir novas ideias em uma agremiação comandada por velhos caudilhos (José Agripino, Ronaldo Caiado, Efraim Morais, Heráclito Fortes, João Alves Filho, Marcos Maciel, o clã Maia), de extrema direita e que defende o posicionamento ideológico mais retrógrado na política partidária e concepção de Estado (liberalismo)?

Bruno Alves - DEM: É um processo gradual. O DEM está aberto à juventude e a juventude é protagonista no DEM - temos trânsito livre e voz ativa. Mas, esse processo não acontece de uma hora para outra, colocando uma pessoa na presidência do partido só porque é jovem... A Juventude tem que se preparar.

 

Colunista: Como assim?

Bruno Alves - DEM: A juventude do DEM não fica apenas segurando bandeira, entregando cartazes e trabalhando prá que determinados políticos se mantenham no poder. Aqui, nós somos preparados. Não estamos presos a dar continuidade ao que já existe.

 

Colunista: Isso acontece com você?

Bruno Alves - DEM: Sou um exemplo em relação a isso. Entrei no DEM em 2010 e hoje sou o Presidente da Juventude Democratas da Bahia. Não é a juventude que me credencia, mas o comprometimento e a busca pelo conhecimento, para almejar e alcançar vôos maiores.

 

Colunista: Políticos usam os jovens como massa de manobra e as universidades como palanques. Como está a relação dos movimentos estudantis com o governo?

Bruno Alves - DEM: A UNE, para vergonha das entidades estudantis, é um braço do governo. Desde 1979 é ligada ao PCdoB; os estudantes com posição política e partidária diferente não são bem vindos e dificilmente crescerão na entidade. A UNE não faz mais mobilizações, mesmo vendo que a educação brasileira está em crise. A UNE está sendo financiada pelo Governo!

 

Colunista: Financiada?!?!

Bruno Alves - DEM: Antes de manifestar apoio oficial à campanha de Dilma, a UNE recebeu R$ 30 milhões de indenização por danos sofridos durante a Ditadura Militar, para construir um prédio de 12 andares no Rio de Janeiro que não foi construído - apenas foi lançada a pedra fundamental por Lula. É assim que o PT trabalha: os movimentos sociais, os sindicatos, fazem parte do governo - e seus membros estão espalhados em diversas esferas da Administração Pública.

 

Colunista: Mesmo com o cenário negativo, aumenta o número de jovens interessados por política?

Bruno Alves - DEM: Sim, mas não partidária. A juventude se mobiliza muito de forma apartidária. As redes sociais, por exemplo, caíram no gosto da juventude e viraram um espaço extremamente democrático para expressar opiniões. Isso não significa dizer que os partidos não estejam de portas abertas. Mas, devido à falta de oportunidade para o protagonismo nos partidos, a juventude se frustra e se afasta.

 

Colunista: Essa intolerância às vozes contrárias ao governo é o que move à "regulamentação da mídia"?

Bruno Alves - DEM: A liberdade de expressão é primazia. Só governos totalitários desejam regulamentar conteúdo. Vários governos começaram com uma regulamentação que a sociedade não via como censura e, ao passar dos anos, perceberam que já estavam amordaçados. A liberdade de expressar sua opinião é que levará a sociedade a vivenciar uma verdadeira democracia. Vivemos a 'Jovem Democracia'. Caminhamos lentamente e, com a postura do governo do PT - ditatorial -, não chegamos a um patamar de Democracia plena.

 

Colunista: Como fica a oposição?

Bruno Alves - DEM: Tentam esmagar a oposição; mas para que uma Democracia seja vivenciada em sua plenitude tem que haver um equilíbrio de forças. O governo vem cooptando políticos e partidos; ainda que estes não estejam de acordo com a ideologia do governo - para ter uma base aliada muito superior ao necessário. Isso gera os casos de corrupção.

 

Colunista: Qual a intenção do PT?

Bruno Alves - DEM: Quem estudou a forma como o PT foi construído não se surpreende. Desde a fundação, o partido tinha um projeto de chegar ao poder e nunca mediu esforços. Como oposição, foi contra tudo que se fazia para melhorar a vida do povo brasileiro e que criou essa onda que hoje ele surfa! A corrupção neste governo é epidêmica. Na gestão Lula, você teve o Mensalão: pagamento em dinheiro aos políticos que aderiam à base de apoio ao governo. Na gestão Dilma, é o arrendamento dos Ministérios: dando aos partidos políticos autonomia para fazer e desfazer no órgão; inclusive autonomia para corromper. Com o loteamento e arrendamento, a corrupção vem em seguida...

 

Colunista: Mas a presidente exonerou os acusados...

Bruno Alves - DEM: Dilma, que na campanha e na Casa Civil se colocava como gestora exemplar, mas em nenhum dos casos de corrupção mostrou vontade em investigar e descobrir se os indícios eram verdadeiros. Seis ministros caíram por corrupção e nenhum foi por iniciativa do governo, mas por denúncias da imprensa. Por isso, a perseguição com a impressa. Temos que tomar cuidado: o modelo do PT governar é retrógrado!

 

Colunista: A criação do PSD foi um golpe no DEM?

Bruno Alves - DEM: A fundação do PSD tirou muitos políticos do DEM; mas apenas aqueles que não possuíam identidade ideológica e nem compromisso com os votos que receberam... Eles foram eleitos para ser oposição e não situação. O PSD nasceu pelo desejo de ficar no poder - interesse individual de seus membros.

 

Colunista: O senador José Agripino disse que o DEM perdeu em número, mas não na essência. Dizer que os políticos que saíram "não fazem falta" é assumir que o partido foi irresponsável em indicar gente sem qualidade para relevantes funções (inclusive de Vice-Presidente, porque Índio da Costa foi embora do DEM)?

Bruno Alves - DEM: De forma alguma. A frase do senador é perfeita. Fomos escolhidos para ser oposição. A partir do momento que grupos dentro do partido vão para a situação, eles deixaram de ser aquilo que o partido esperava deles: respeitar a vontade do povo. Saíram porque estavam apenas acometidos pela expectativa de situação; mas somos um partido com homens públicos aptos para atuar em ambas as esferas - na situação e na oposição. Essência: é a palavra no Democratas hoje. O DEM tem unidade. Os partidos brasileiros vão passar por uma renovação. O DEM saiu na frente. O PSDB vai ter que se reorganizar: há o grupo de Alckimin, de Serra. O PMDB se fortalece em cima de pseudos grupos regionais.
 

Colunista: Ou tudo isso é só uma desculpa porque o DEM está morrendo?

Bruno Alves - DEM: A melhor resposta aos que pensam que o DEM vai morrer será nas eleições de 2012: não será uma resposta do partido, será uma resposta da população! O eleitor de oposição busca uma perspectiva diferente e reconhece o DEM como a oposição no país.

Colunista: Em 2010, o DEM realizou a maior confusão eleitoral da história e indicou um neófito para a Vice-Presidência: Índio da Costa - indivíduo sem relevância política, que não agregou e já caiu no ostracismo. O DEM colocou a vaidade acima do projeto de nação e bateu o pé: se não indicasse o vice, não apoiaria Serra. Pergunto: apoiaria quem? O PT? Plínio? O DEM valia pouco, mas ganhou no grito...

Bruno Alves - DEM: Hoje, com um quadro menor, somos mais fortes do que na eleição passada. Quando não há unidade, cada um defende o grupo que faz parte. Hoje o diálogo é mais fácil dentro do DEM: o pensamento de grupos não existe. O problema citado não ocorreu só no DEM, foi um problema "de oposição". O PSDB não se encontrou entre José Serra, Aécio e Alckimin. A oposição se deixou ser pautada e perdeu o seu caminho. O DEM tinha um peso importante nas eleições.

 

Colunista: Senador José Agripino disse que o apoio ao PSDB em 2014 não é compulsório. Demóstenes Torres sinalizou candidatura própria. Mas, o nome de Aécio Neves é mais viável. Dividida, a oposição perde! O DEM está empenhado em acabar com qualquer possibilidade de tirar o PT do governo - e destruir de vez a oposição no Brasil?

Bruno Alves - DEM: Os partidos de oposição necessitam abrir mão de projetos partidários. Vamos caminhar para essa unidade. Mas é importante ouvir a população. Será que a população está satisfeita com a polarização entre PT e PSDB? Será que a população não quer conhecer a agenda do DEM? É importante ouvir a população, o que não significa dizer que inexistirá aliança com o PSDB. Estou convicto: se você questionar para qualquer brasileiro qual é o partido que mais representa a oposição no Brasil, esse partido é o DEM.

 

Colunista: Qual a mensagem que você deixa aos jovens que não se interessam por política?

Bruno Alves - DEM: A indiferença e o silêncio daqueles que não se interessam por política, alimentam aqueles que não desejam a mudança. É fundamental nossa participação, nós somos protagonistas da mudança que tanto almejamos, não apenas por sermos jovens, mas principalmente por termos novas ideias. O caminho da mudança almejada passa pela renovação e essa renovação é muito importante para nossa jovem democracia.

 

* Blog do Bruno Alves: http://brunoalvesking.blogspot.com

* Assista a inserção do Partido Democratas na TV: http://www.youtube.com/watch?v=ZqcxFwCNjrk&feature=related

* Leia o artigo do Bruno no Jornal "A Tarde":

http://www.facebook.com/profile.php?id=100002928496226&ref=ffa#!/media/set/?set=a.279467008730689.80897.100000021760620&type=3

* Conheça mais Clarindo Silva e a história do Pelourinho:

http://www.atarde.com.br/videos/index.jsf?id=2215837

Terça-feira , 24/01/2012
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Política à Flor da Pele



Gabriel Oliveira

Um jovem militante petista

 

Novembro de 2011, o pequeno garoto Omin, no colo da mãe, sorri para as fotos e rouba as atenções! No cenário, incomum para alguém com menos de um ano de vida, predomina a cor vermelha. Omin - por certo mais habituado ao debate político (pelo menos a ouvi-lo) do que muitas pessoas que ostentam décadas a mais - participa de seu primeiro evento partidário: o Congresso da Nova Tendência da Esquerda do PT, na Bahia.

 

Lutar por um mundo melhor para o seu Omin é (mais) uma mola propulsora para a militância política e social do pai... Omin é filho de Gabriel Oliveira. E a popularidade dos dois no PT não é fruto do acaso: a do primeiro deve-se a sua simpatia e sorriso fácil; a do segundo, a sua trajetória no Centro Acadêmico, DCE da UFBA e militância político-partidária. Gabriel, 27 anos, é filiado ao Partido dos Trabalhadores, ex-Secretário da Juventude do PT/BA e atua na Coordenação de Políticas de Juventude do Governo do Estado da Bahia.

 

Gabriel é o entrevistado que inaugura a série "A Juventude Politizada!", da coluna "Política à Flor da Pele".

 

Daniele Barreto, "Política À Flor da Pele": Gabriel, como começou sua trajetória política?

Gabriel Oliveira - Partido dos Trabalhadores: Comecei na política antes de entrar na universidade; não era filiado, mas tinha atuação partidária nas eleições. Ingressei na Universidade Federal da Bahia em 2003, fiz parte do Centro Acadêmico - na época cursava História, depois fui para o curso de Comunicação -, e fui Coordenador Geral do Diretório Central dos Estudantes. A partir do movimento estudantil, passei a atuar organicamente no PT, assumindo a Secretaria Estadual da Juventude (três anos de gestão). Quando saí - hoje a Secretária é Poliana Rebouças - fui para a Coordenação de Políticas de Juventude no Governo do Estado da Bahia, na SERIN [Secretaria Estadual de Relações Institucionais]. A criação desta Coordenação tem a ver com um processo histórico de pautar a juventude diante do estado, com políticas públicas... Eu faço parte dessa equipe!

 

Colunista: Os partidos de Esquerda são mais próximos dos movimentos da juventude?

Gabriel (PT): Isso está mudando! Os partidos de Direita começaram a assimilar o tema, reconhecendo a importância de ter um setor específico bem representado e organizado dentro do partido; já existe essa dinâmica no PSTU, PSDB, PMDB, DEM... Mas, o PT é o partido que tem mais relação direta com os movimentos, inclusive com os movimentos da Juventude (sobretudo com o movimento estudantil).

 


Colunista: As redes sociais são um ambiente legítimo para o engajamento político?

Gabriel (PT): Há duas opiniões: uma, de que as redes sociais afastam o jovem da militância real; e outra, de que as redes sociais são a principal frente de atuação política atualmente. Não concordo com nenhuma! As redes sociais, por si só, não dão conta da complexidade que é o processo de convencer uma pessoa a reivindicar uma pauta. Mas, uma organização social que não as ocupa, perde um espaço importante. As redes sociais são um instrumento de circulação de ideias. Mas, ninguém se convence pela rede social. As pessoas se convencem pelo que está na rede social. E o que está na rede social é o conteúdo! As redes sociais são uma potência; mas nem aumentam nem diminuem a mobilização.


Colunista: Os partidos de Esquerda sempre incitavam os jovens a reivindicar. Uma vez no poder [governo federal e estadual na Bahia], esses partidos cumprem o que outrora exigiam ou o discurso mudou?

Gabriel (PT): Naturalmente tem uma mudança. Você milita porque defende um projeto! Primeiro você defende um projeto, depois você se torna militante de um partido... Eu era dirigente do DCE nas gestões de Lula e Jaques Wagner e, como militante, reconhecia que o governo representa um projeto que eu defendo; mas, como representante de uma entidade organizada da sociedade civil, era obrigado - ou pelo menos deveria ser - a estabelecer uma autonomia em relação ao governo. As pautas do movimento não podem jamais deixar de ser levantadas em nome da sua defesa do governo! Tanto que a principal mobilização que fizemos, em 2007 (sobre a Universidade Nova), foi questionando o governo; ocupamos a Reitoria da UFBA e a polícia prendeu quatro de nós - inclusive eu. Não tem problema: ser militante do PT; defender o projeto do PT; defender o governo; saber o que significa prá nós o PT estar no governo; mas, também, manter a autonomia e pressionar, aprofundando o projeto.

 

Colunista: A militância partidária atrai muitos jovens em busca de cargos no governo...

Gabriel (PT): É uma possibilidade. O processo de democratização do Brasil é recente. A Democracia está inconclusa! A Juventude precisa se apropriar dos espaços políticos institucionais. Na Coordenação que ocupamos no Governo da Bahia, somos todos jovens e entendemos o cargo como um espaço de empoderamento da Juventude! O cargo não nós atrai simplesmente pelo cargo, nos atrai pela perspectiva de cumprir o papel de aproximar o governo do tema da Juventude. Os jovens mais politizados percebem a relevância desse espaço. Agora, obviamente que pessoas são atraídas pela possibilidade de exercer um cargo, porque nossa sociedade tem diversos problemas no que diz respeito à ética, à corrupção...


Colunista: Os discursos petistas de ética caíram por terra com o Mensalão!

Gabriel (PT): É inegável que o Mensalão causou impacto grande no partido. Foi uma ofensiva da direita e da imprensa. Mas, o tema do Mensalão não preocupa! As ações realizadas pelo governo Lula deram conta de dissolver a questão. Fazemos um balanço altamente positivo do governo Lula que, no quesito de distribuição de renda, tirou milhões de pessoas da linha da pobreza. E a pauta do governo Dilma é erradicar a pobreza: ainda não consiga, é uma pauta ousada e nos estimula.

 

Colunista: Hoje, quem são as referências para a nova juventude do partido?

Gabriel (PT): Lula é uma grande liderança da juventude. É um fenômeno mundial; como ele, nós temos Nelson Mandela e mais uns dois ou três. Obama teve aquela pilha na eleição, mas seu governo está sendo "mais do mesmo". Lula é uma referência não só para a juventude, mas para toda a sociedade. E esse é um dos principais dilemas da Direita no Brasil: o que Lula se tornou é algo impenetrável, a Direita não conseguiu desconstruir...

 

Colunista: As alianças que Lula constituiu decepcionaram os jovens petistas? Especialmente pela aproximação com lideranças que o PT combatia - o que prova que os discursos são apenas uma estratégia de poder, para convencer a militância...

Gabriel (PT): O discurso pode ser muita fantasia, ter muita espuma, mas também representa uma síntese política. A política de alianças implementada pelo PT começou em 2002, quando o partido se aliou com o Partido Liberal (PL) - de José Alencar - cujo nome já demonstra contradição conosco, pois passamos a vida inteira lutando contra o neoliberalismo. O PL não tinha importância eleitoral, mas trazia o setor empresarial - que o PT nunca teve uma relação muito bem constituída.

 

Colunista: A aliança com o Partido Liberal abriu caminho para outras...

Gabriel (PT): Há muitas críticas e resistências. Alguns setores do PT afirmam que as alianças só deveriam existir com os partidos que defendem a nossa causa máxima. Mas, a principal opinião é que o PT deve priorizar seus aliados históricos (como o PCdoB) e criar abertura com os setores da Direita que possibilitem o fortalecimento do nosso projeto. Posso afirmar que, com os setores que nós somos aliados, não vamos conseguir alcançar o que queremos, porque existem grupos dentro do governo que não defendem o mesmo projeto que nós. O PT esvaziou, em alguma medida, o conteúdo ideológico.

 

Colunista: Como assim?

Gabriel (PT): Por exemplo: não haverá Reforma Agrária! Por um simples motivo: 170 deputados federais ruralistas são aliados e votam a pauta do governo na Câmara. A Reforma Agrária nunca será pauta! Esse é um limite concreto! Tem vários outros... Mas, somos nós que estamos na Presidência e uma parte da Direita se soma ao nosso projeto. Nós atraímos os partidos aliados e não o contrário! Nós não somos atraídos pela Direita.

 

Colunista: O governo petista é refém de velhos caudilhos do PMDB.

Gabriel (PT): Não vou ser ingênuo. O PT recua em várias pautas, no sentido de entender que essa aliança é importante para constituir uma hegemonia na sociedade. Avaliar se Dilma seria eleita sem o apoio do PMDB é um exercício de adivinhação... Que ficaria muito mais difícil Dilma se eleger, eu tenho absoluta certeza! Outro exemplo: somos contundentes quanto ao fortalecimento do Estado; ou seja, mais políticas públicas e estagnação da venda das empresas públicas para a iniciativa privada. O PMDB aderiu ao nosso projeto! Então, citei um limite que temos por causa das alianças e um exemplo de uma pauta importante que é mantida... Prá mim, o nome disso é hegemonia.

 

Colunista: E qual a importância política dessa hegemonia?

Gabriel (PT): Deslocar um partido do tamanho do PMDB da Direita é importante porque a enfraquece. Na medida em que enfraquecemos a Direita, mantemos o nosso projeto em voga. Aqui na Bahia, será difícil tirar o PT do governo. É importante a gente conseguir re-configurar a correlação de forças no Brasil e fortalecer nosso projeto - ainda que não seja um projeto máximo. A hegemonia do PT esgota qualquer possibilidade da Direita se reorganizar e instalar outro processo histórico de nos marginalizar.

 

Colunista: Fortalecimento do Estado? Mas o PT realiza privatizações...

Gabriel (PT): O debate das privatizações não é apenas acerca de quem fez ou não fez. 'Privatização' parte de uma concepção de Estado, uma concepção de poder... Apesar do PT realizar privatizações, não é o discurso ideológico do partido. E não há contradição em praticar e não defender. É apenas um sintoma de que governar o Brasil é uma tarefa difícil. Mas, foi a Direita quem instalou um processo de deslegitimação do Estado e implantou a ideia de que o Estado é frágil, burocrático e torna lento o desenvolvimento, porque não permite que a economia se movimente com a dinâmica necessária. Lula provou que é possível priorizar política social, aumentar a distribuição de renda e não sair do ciclo de desenvolvimento. Tanto que o Brasil cumpre papel de alta relevância no cenário mundial: embora atingido pela crise, empresta dinheiro para o FMI. Não tem como comparar o montante das privatizações nos governos Lula e FHC. Nós não privatizamos as grandes empresas públicas - o que era uma tendência, no governo anterior.

 

Colunista: E a privatização das estradas?

Gabriel (PT): O governo do PT na Bahia privatizou estradas para alcançar objetivos a curto prazo: agilizar o processo de reestruturação e dinamizar o escoamento. Privatizar depende das circunstâncias e do problema que você quer resolver... Se as estradas estão destruídas, o mundo passa por uma crise e o orçamento enxuga, não deixando perspectiva real de resolver o problema: você tem que colocar a iniciativa privada para cobrar pedágios. As privatizações do PT são residuais. Falo das estradas estaduais, porque as federais estão sendo inauguradas "a rodo" na Bahia. Vamos ao exemplo da educação: na era de FHC houve o maior índice de criação de faculdades privadas no Brasil e não se priorizou o fortalecimento da universidade pública.

 

Colunista: E Lula deu continuidade a esse ciclo.

Gabriel (PT): Lula não impediu que as universidades fossem criadas, mas adotou o programa de reestruturação e expansão das universidades públicas, ampliando vagas e cursos nas universidades federais. O governo fortaleceu a educação pública (um dos braços do Estado)! No entanto, FHC foi responsável pela aparição de um setor político, no Congresso Nacional, denominado "os tubarões do ensino". Essa pauta não existe mais, porque a bancada deixou de ter força. A privatização é o resultado de uma compreensão de que o Estado tem que ser enfraquecido, passando suas responsabilidades para a iniciativa privada. Brecamos as privatizações, mas ainda existem porque a iniciativa privada é uma força no mundo e o capital gira em torno de si próprio e se apropria dos bens - inclusive dos bens públicos.

 

Colunista: O PT critica as privatizações de FHC; mas não as investigou oficialmente. Agora, nutre o debate em torno da obra "A Privataria Tucana", posando de paladino da justiça. É falso moralismo, porque o PT não coaduna discurso e prática...

Gabriel (PT): De fato, o governo não priorizou as investigações sobre as privatizações no Brasil. Isso é um problema! A CPI é uma boa oportunidade para investigar. 80% dos deputados federais do PT aderiram. Pelo que li, o processo de venda dessas empresas tem a ver com o enriquecimento das famílias de dirigentes e representantes da Direita que estavam no governo de FHC. Esse livro do Amauri Jr. pode ser o maior golpe que o PSDB já tomou, mesmo estando fora do governo.

 

Colunista: Franklin Martins defende que "regulação de conteúdo não é censura". Lula diz que a imprensa tem direito de dizer a "verdade". A "verdade do governo"? Os discursos que rodeiam a "regulamentação da mídia" mostram que se trata de uma estratégia voltada à manipulação da informação.

Gabriel (PT): Provavelmente Franklin Martins não se refere ao conteúdo que afronta o governo. A regulamentação da mídia tem um grande desafio: desconstituir o monopólio. Existe um grande poder sobre a circulação, elaboração e impressão da informação, que é concentrado em poucos atores políticos, poucas famílias. Quanto ao conteúdo, por exemplo, em 12 meses de governo, 07 ministros foram afastados; boa parte relacionada com denúncias que apareceram na Revista VEJA. A cada ministro que caía, a revista esquecia e partia para o próximo...

 

Colunista: Muitas dessas denúncias resultaram inquéritos.

Gabriel (PT): E porque a revista parou de dar pauta para estes inquéritos? A movimentação da mídia é quase que exclusivamente política.

 

Colunista: A sociedade não ganha?

Gabriel (PT): Ganha. As denúncias devem ser apuradas - a Presidenta exprime essa opinião. Nunca se apurou tanto como no governo do PT. Mas, o padrão de comportamento da mídia é: adota uma pauta, o governo se pronuncia acerca da apuração e o Ministro nega os fatos. Na semana seguinte: capa da VEJA novamente! A dinâmica é essa até o ministro cair. Quando o ministro cai, a revista da semana seguinte é sobre outro Ministério. Como é que as denúncias que eram consideradas graves pela revista simplesmente saem de pauta?

 

Colunista: Se a VEJA for acumulando as denúncias, a publicação terá trezentas páginas!

Gabriel (PT): Ou a pauta era apenas tirar o Ministro? Porque coincide de mudar a pauta exatamente quando ele sai do Ministério? Existe um ponto de partida dessa pauta: a denúncia. Um ponto final: a queda do ministro. Isso mostra o interesse absoluto do editorial no objetivo de tirar o ministro!

 

Colunista: Mas, a forma como a Carta Capital aborda as denúncias, explicita que há uma questão editorial dos dois lados...

Gabriel (PT): O editorial funciona! Estou mostrando a você que o interesse existe. Não adianta entendermos esse processo como simplesmente o objetivo da VEJA na apuração das denúncias. Não é! A revista deixa claro que quer a queda do ministro; depois que ele cai, se o inquérito vai chegar ou não a alguma solução, não é interesse da revista...

 

Colunista: A própria sociedade não cobra essas respostas...

Gabriel (PT): Exatamente! Veja só: as denúncias contra os ex-ministros só voltarão a ser pauta se forem reais. Se não forem, a revista não tocará no assunto - eu e você vamos ficar sabendo, mas o conjunto da sociedade não. Por dois motivos: a revista já atingiu o objetivo que é derrubar o ministro; para ela, não é relevante se o que publicou é verdade. A VEJA nunca vai colocar na capa que Orlando Silva foi absolvido - supondo que as denúncias contra o ex-ministro não sejam reais, porque eu não sei se são ou não... Acho que não são!

 

Colunista: Muitos veículos de comunicação - especialmente no Norte e Nordeste - estão nas mãos de aliados do governo. Não é ingenuidade achar que a "regulamentação" é democratizar e mexer nesse sistema de negociação das concessões?

Gabriel (PT): Essa ligação do governo com as famílias que hegemonizam os meios de comunicação é novidade para mim... Sei o contrário! O livro "A Privataria Tucana" não foi pauta no Jornal da Globo, Jornal Nacional, Revista VEJA,  Folha de São Paulo, O Globo... Zero de pauta! Nós pautamos nas redes sociais - que têm papel importante no acesso e elaboração da informação. Quando estava prestes a virar CPI, não teve mais como a mídia ignorar. Não se trata de opção de um veículo, mas do conjunto da mídia! E não é coincidente por acaso! A compreensão é de que a mídia cumpre o papel de representar um setor político no Brasil. Mas, claro que uma parte da mídia tem relação com o governo. A grande mídia se comporta assumindo as pautas contrárias ao governo; adota um comportamento de partido político. É o PIG - Partido da Imprensa Golpista.



Colunista: Expressão cujo criador, Paulo Henrique Amorim, é tão "imparcial" quanto a VEJA. [risos] Rechaçar veículos de comunicação e taxar todas as denúncias como um complô não é camuflar a corrupção?

Gabriel (PT): Paulo Henrique Amorim é um jornalista competente. Uma prova do comportamento de partido político adotado pela mídia: divulgam uma suposta relação de ONG's com o ex-ministro Orlando Silva; mas o denunciante responde a diversos processos criminais, inclusive por desvio de verbas públicas. Quando a Presidenta adota o comportamento de não defender o ministro e a mídia está em cima, ele tem que pedir para sair. Muitas pessoas não têm entendido que é uma opção valorosa de Dilma. Mas, Orlando Silva é uma referência para a militância e viu comprometida sua atuação política num momento importante (COPA e Olimpíadas). Não estou afirmando que os fatos não aconteceram... Porque amanhã podem descobrir que aconteceram e eu estou aqui defendendo o cara... Mas, o único indício foi: ele é militante do PCdoB e financiamentos do Ministério do Esporte foram para projetos de ONG's que tinham militantes do partido. Não há irregularidade nisso! A imprensa cumpre um papel altamente relevante quando apresenta denúncias, mas não pode se valer de sua condição para mentir.

 

Colunista: Na política, a "verdade" é subjetiva.

Gabriel (PT): Mas a subjetividade tem um limite. Tem uma frase de Franklin Távora: na notícia, a denúncia vira fato e o fato vira julgamento antes de qualquer processo ser instaurado. A imprensa não pode antecipar a instauração do processo pelo poder público, cumprindo o papel de Poder Executivo, do Ministério Público e do Poder Judiciário. É isso que precisa ser regulado. Ninguém defende uma regulação de conteúdo no sentido de restringir a liberdade de expressão. Mas um veículo não pode infringir a liberdade de outra pessoa.

 

Colunista: O controle posterior, pelo Judiciário, corrige desvios e garante indenizações, direito de resposta...

Gabriel (PT): Não acho que funciona!

 

Colunista: Então o problema é o funcionamento do Judiciário...

Gabriel (PT): Com a regulamentação, funcionará melhor.

 

Colunista: Excepcionando-se as bravatas, os "perseguidos" não adotam as medidas judiciais cabíveis contra os "veículos golpistas". Atacar a mídia é mero subterfúgio?

Gabriel (PT): Precisaríamos ter a certeza de que não adotaram efetivamente. Mas, o papel da imprensa não é averiguar. A imprensa deve: formar opinião e divulgar informação. Não investigar! Porque senão, não precisamos do Estado. Se é o repórter quem vai descobrir se é verdade ou não, não precisa de Ministério Público. Jornalista não pode investigar para além do Estado, porque as provas precisam ser oficiais, se exige um processo de investigação formal... Porque um determinado documento é prova? Quem analisou a veracidade do documento? Mas, ele aparece na televisão, grifado de amarelo, seguido de uma fala do repórter que o coloca como verdadeiro. É perigoso deixar sob a responsabilidade da mídia - que tem o direito de eleger as pautas - o papel de investigar e julgar. O comportamento de partido político é adotado pela mídia no momento em que a Direita está esvaziada de projeto e de representação. Quem representa a Direita? Aécio Neves? Aécio pode até ser o pretenso representante da Direita, o potencial representante...

 

Colunista: Aécio Neves não se posiciona acerca dos temas relevantes para a sociedade...

Gabriel (PT): Exatamente! Aécio Neves até defende o partido, mas não se posiciona sobre a agenda política do país! Ele tem potencial e está no cenário político, mas não é uma liderança da Direita atualmente. Se Aécio não é, quem é? Álvaro? Álvaro Dias defende o conteúdo da oposição, mas não tem destaque na opinião pública - é uma figura irrelevante. Ninguém o conhece nas ruas. Diferente de Serra! Mas Serra é outra questão... A Direita não tem lideranças nacionais que possam sair em defesa do seu projeto. Como a Direita tem essa carência de lideranças, naturalmente, a mídia assume uma posição que se assemelha a de um partido político de oposição. A Direita não tem um projeto de nação. O DEM se esvaziou, depois das eleições de 2012, entrará num processo de mudanças de estratégias porque não tem perspectiva de crescer. E o PSDB, ainda que seja um partido que mais tem governos estaduais, tem se enfraquecido.

 

* Entrevista realizada pessoalmente, em 22 de dezembro de 2011, em Salvador, Bahia.

 

Nos próximos dias, a coluna "Política à Flor da Pele" trará entrevistas com os jovens representantes do DEM, PSDB, PMDB, PCdoB e PSC.

Terça-feira , 23/12/2011
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Política à Flor da Pele




Créditos: Coluna JK

Créditos: Coluna TRF Agência Câmara

Créditos: Agência Senado

Resumo Político:

 

"Obstáculos são aqueles perigos que você vê quando tira os olhos de seu objetivo."
( Henry Ford )

 

* Judiciário mais célere

 

Foi aprovado nesta quinta-feira (15), pela Comissão Mista de Orçamento, o parecer do relator Walter Pinheiro (PT-BA) ao Projeto de Plano Plurianual (PPA) 2012-2015. Foi acrescentado o valor de R$ 300 milhões para a criação de quatro prédios que abrigarão Tribunais Regionais Federais em Curitiba, Salvador, Manaus e Belo Horizonte. Hoje, o Brasil possui cinco tribunais regionais (Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e Recife), que atendem a todos os estados. "Isso é um absurdo e tem que mudar", disse o presidente da comissão, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB). A medida visa desconcentrar a atuação jurisdicional, o que dará mais celeridade à Justiça Federal.

 

Visite os sites dos Tribunais Regionais Federais em todo o país:

1ª região ~> www.trf1.jus.br

2 ª região ~> www.trf2.jus.br

3 ª região ~> www.trf3.jus.br

4 ª região ~> www.trf4.jus.br

5 ª região ~> www.trf5.jus.br

 

Conheça os dispositivos da Constituição Federal que dispõe sobre os TRF´s e Juízes Federais? (artigos 106 a 110) http://twixar.com/iUHdY95CI2

 


 

* PSOL contra políticos donos de rádio e TV

 

Nesta quinta-feira (15), baseado em preceitos constitucionais, o Psol ingressou com uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), no Supremo Tribunal Federal (STF), visando proibir outorgas de rádio e televisão para políticos. Basearam-se na proibição de políticos manterem contrato com o poder público (art. 54 da Constituição Federal). Segundo a entidade Intervozes, há 41 deputados federais e 7 senadores acionistas de rádios e emissoras de televisão. Para o deputado Chico Alencar (RJ), "no período de campanha, ainda que eles [políticos] não apareçam diretamente é evidente que a cobertura de matérias supostamente jornalísticas sempre favorece esses proprietários que são também candidatos que estão no mundo da política. Isso limita nossa democracia. Isso é um coronelismo eletrônico no século 21, inaceitável".

 

* Fim das palmadas

 

Nesta quarta-feira (14), a comissão especial que analisa projeto que proíbe o uso de castigos corporais em crianças e adolescentes (PL 7672/10) aprovou parecer conclusivo. O texto irá para o senado. Serão realizadas campanhas educativas para divulgar os direitos da criança e do adolescente. Os casos de agressão física, tratamento cruel ou degradante e maus-tratos devem ser comunicados ao Conselho Tutelar. Eleonora Ramos, Coordenadora do Projeto Proteger, na Bahia, afirmou que o PL "é um instrumento para se conseguir uma mudança na sociedade".

 

* Lembranças de Juscelino Kubitschek

 

Foi lançado o livro que retrata a carreira política e trajetória pessoal de Juscelino Kubitschek, escrito por Ronaldo Costa Couto. A obra "Juscelino Kubitschek" foi possível mediante parceria da Câmara dos Deputados e Senado, que realizaram o levantamento das informações. O prefácio é do Senador Pedro Simon. A obra é acessível a todos, pois possui versão digital. Para ler, clique em:http://twixar.com/vJMuRw9eLFiq4 .

 

Veja a reportagem da TV Câmara sobre a biografia de JK: http://twixar.com/CDhRnXU4L0

 


 

* Livro do ano

 

O livro "O que sei de Lula", do jornalista José Nêumanne Pinto, pairava absoluto como "Livro do Ano", na área política. Mas, apareceu Amauri Ribeiro Jr. lançando sua "A Privataria Tucana" e pondo lenha na fogueira de discussões, vaidades e dinheiro que envolve os bastidores do poder. Na última semana do ano, a coluna "Política À Flor da Pele" trará uma resenha sobre o livro que desvenda a vida e trajetória do político mais popular da história do país (Lula), na versão daquele que acompanhou décadas de ascensão do Partido dos Trabalhadores (PT) ao poder (e suas técnicas de posterior manutenção). E para bem iniciar 2012, a resenha de abertura do ano será sobre os bastidores dos tucanos. Um ano eleitoral não poderia iniciar com mais polêmicas...

 

 

* Frases da Semana

 

"Eu acho que apenas estão noticiando, mas na realidade não há nada provado a esse respeito que ele mereça ser julgado, considerado culpado", Presidente do Senado José Sarney, ao defender Pimentel, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

 

"A Justiça venceu. O Supremo Tribunal Federal liberou, hoje à tarde, minha posse no Senado. Obrigado, meu Pará", Jader Barbalho (PMDB-PA) comemorando uma decisão judicial em seu perfil no Twitter. Ninguém mais comemorou!

 

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Terça-feira , 13/12/2011
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Política à Flor da Pele




Código Florestal
Créditos: Divulgação


 

 

#NoCongressoNacional:

 

 

 

* Reflexão:

"Não existe outra via para a solidariedade humana senão a procura e o respeito da dignidade individual", Pierre Nouy.

 

Vamos começar pela Câmara dos Deputados...

 

* Aumento da verba para turismo


Foi entregue o relatório setorial à proposta orçamentária de 2012 (PLN 28/11). O Ministério do Turismo (cuja dotação inicial era de R$ 795,9 milhões) recebeu, por meio de 690 emendas parlamentares, mais R$ 1,3 bilhão (dotação total: R$ 2,11 bilhões) no próximo ano.

 

* Pedágio

 

O deputado Onofre Santo Agostini (PSD-SC) propôs o Projeto de Lei 1774/11 que proíbe a cobrança de pedágio em rodovias inacabadas. "O Brasil possui obras inacabadas em vários estados da federação e ainda obras que nem sequer foram iniciadas, o que não impede a cobrança de pedágio dos brasileiros", afirmou. A proposta será examinada pelas comissões de Viação e Transportes; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

 

* Imposto sobre grandes fortunas

 

No programa Expressão Nacional, da TV Câmara, os deputados Alfredo Kaefer (PSDB-PR) e Cláudio Puty (PT-PA) debateram propostas de impostos sobre grandes fortunas. O imposto, previsto constitucionalmente, nunca foi regulamentado - procedimento necessário para que se inicie a cobrança. Enquanto o Congresso, desde 1988, não regulamenta o referido tributo, os mais pobres, segundo o IPEA, seguem pagando mais impostos do que os mais ricos. Vamos aguardar para ver quando haverá interesse efetivo em cobrá-lo...

Para assistir o programa, acesse: http://bit.ly/tECyy8

 

* Debate sobre o Código Florestal

 

Nesta terça-feira (13), a Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural vai realizar um debate entre os parlamentares objetivando comparar o projeto que altera o Código Florestal aprovado na Câmara com a proposta aprovada no Senado. O debate foi solicitado pelo deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), que critica a proposta do Senado. Caiado, que pertence a bancada ruralista, quer derrubar a votação na Câmara; com isso, o texto de Aldo Rebelo irá à sanção da presidente.

"No projeto da Câmara, nós temos o seguinte: as áreas produtivas nós aceitaremos como áreas consolidadas - elas continuarão produzindo. Isso faz com que o produtor rural tenha uma garantia sobre as áreas que já estão produzindo nesse País. O que o texto do Senado diz? Nas áreas que estão produzindo, nós ainda vamos retirar, em áreas de preservação permanente, mais em reserva legal, 85 milhões de hectares. Isso é um dado oficial do Ministério da Agricultura", afirma.

Outros parlamentares, como João Paulo Lima (PT-PE) não concordam com Caiado. Para João Paulo, o projeto de Aldo Rebelo não une os interesses da sociedade civil, dos ruralistas e dos ambientalistas. Por causa das polêmicas, o presidente da Câmara, Marco Maia, afirmou que é pouco provável que a proposta seja votada pela Câmara ainda neste ano. Os agricultores estão pressionando para que o projeto seja votado esse ano neste ano.

 

 

** Curiosidade:

 

Você conhece as atribuições do SENADO FEDERAL?

Acesse, e leia o resumo: http://www.senado.gov.br/senado/atribuicoes.asp

 

** Dica da Semana:

 

Veja o chat realizado pela Agência Câmara sobre o Código Florestal, com a participação do Ministro Aldo Rebelo (deputado na época): http://bit.ly/vrEJdY

  

** Enquete:

 

Você concorda com o projeto (PL 1448/11) que penaliza clubes de tiro que admitam a entrada e a participação de crianças e adolescentes?

~> Participe da votação no site da Câmara dos Deputados: http://www2.camara.gov.br/agencia/

 

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Terça-feira , 10/12/2011
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Política à Flor da Pele




Não bata, eduque

O que a baiana tem

Resumo Político da Semana:

 


* Eis que Lupi é abatido

 

Caiu! Tratou-se de "PEDIDO DE DEMISSÃO POR JUSTA CAUSA" - entendeu, o ex-ministro Lupi, que tinha justo motivo para "pedir demissão". Mas, verdade seja dita: justa mesmo seria uma atitude da presidente Dilma - o que não vimos!!! O "caso Lupi" se estendeu por semanas sem que o povo pudesse presenciar nenhuma atitude firme por parte do Planalto. Muito pelo contrário... Percebemos leniência e proteção. A presidente apenas "aceitou" a demissão. O ministério agora fica com Paulo Roberto Santos Pinto, nomeado interinamente até que ocorra a tão propagada reforma ministerial. Iniciou-se uma guerra: o PDT quer continuar com o ministério, mas a presidente Dilma não deu garantias de que o partido terá seu pleito atendido. O PDT conta com a articulação do deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), da Força Sindical. Também disputam o Ministério: o PMDB (que possui uma grande bancada, compatível com a força da pasta em questão) e o PSD (recém criado, alguns dizem, por ex-oposicionistas que queriam acolher-se no guarda-chuva governamental - leia-se cargos e poder). O desfecho dessa história... Só a reforma ministerial de janeiro dirá...

 

* O que é que a baiana tem?

 

Ainda no rastro da demissão do ex-ministro do Trabalho, Lupi, reproduzo abaixo o texto da premiada jornalista Samuelita Santana. Baiana como a autora da crônia, eu não poderia deixar de divulgar.

 

"A coragem que vem da Bahia

Duas baianas "retadas" movimentaram nos últimos dias a cena política nacional: Eliana Calmon, corregedora do Conselho Nacional de Justiça e Marília Muricy, da Comissão de Ética da Presidência da República e autora do relatório que derrubou o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, sem uma bala de fogo sequer. O posicionamento dessas raridades resgatara o quase perdido sentimento criativo: "o que é que a baiana tem"! Eliana não se intimidou ao denunciar que têm "bandidos de toga" no Judiciário. E Muricy não recuou um centímetro diante das pressões endereçadas ao documento que fez Lupi cair: "Reafirmo palavra por palavra, vírgula por vírgula e ponto e vírgula por ponto e vírgula". Dilma não gostou. Mas deveria ficar de olho nessas duas para "abaianar" de coragem a sua reforma ministerial."

 

Para ler mais textos de Samuelita Santana, acesse: http://letrasdeplantao.blogspot.com/


* DRU aprovada em primeiro turno

 

O governo conseguiu aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 114/2011) que prorroga a Desvinculação de Receitas da União (DRU) até 31 de dezembro de 2015. Mas, ainda serão necessárias três sessões antes da votação final da matéria. A DRU possibilita que o governo federal gaste livremente 20% (cerca de R$ 62,4 bilhões) do dinheiro arrecadado. É uma forma de dar maior flexibilidade no concernente às prioridades de investimento. Para o líder do governo no Senado, Humberto Costa (PT-PE), "a DRU permite que recursos que não seriam efetivamente gastos possam ser remanejados de uma área para a outra, muitas vezes para áreas prioritárias para o povo".

 

~> Para mais informações sobre a DRU, acesse postagens anteriores da coluna.

 

* Mais dinheiro para a saúde

 

O Senado aprovou a Emenda 29, que regulamenta os gastos mínimos com saúde pública. As ações e serviços de saúde pública serão aumentados, mediante emendas parlamentares (deputados federais e senadores) em mais R$ 5 bilhões. Assim, teremos como mínimo total para 2012: R$ 85 bilhões. O aumento se deve especialmente à atuação dos parlamentares. "O valor final deve ficar R$ 6 bilhões ou R$ 6,5 bilhões maior", afirmou Rui Costa (PT-BA). "É um esforço do Congresso para, sem a introdução de um novo tributo, elevar os gastos com saúde".

 

* Palmadas em crianças: NÃO

 

Campanha contra tapas em crianças, intitulada "A palmada deseduca" foi lançada por especialistas do Laboratório de Estudos da Criança (Lacri), do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP). "Queremos mostrar para a comunidade que há outra maneira de educar, sem violência", afrimou a coordenadora Cacilda Paranhos. Especialistas dizem que as palmadas geram agressividade nas crianças; e que as menores de 10 anos podem ainda se tornar apáticas, tímidas, com medo de se colocar. E são unanimes: DAR EXEMPLO é a melhor forma de um adulto educar crianças!

 

Há, em tramitação na Câmara dos Deputados, o projeto da Lei da Palmada (PL 7672/10) que proíbe usar a força física para disciplinar ou punir crianças e adolescentes. "Não estamos querendo ensinar ninguém a educar. Mas queremos reafirmar que as crianças não são propriedades dos pais, elas são sujeitos, têm direitos. Um deles é de crescer sem castigos corporais", afirmou a deputada Érika Kokay (PT-DF).

 

Confira o bate-papo sobre a Lei da Palmada realizado pela Agência Câmara (Câmara dos Deputados): http://bit.ly/w0lCW5

 

E avalie as opiniões favoráveis e contrárias ao projeto, acessando a matéria: "Projeto contra palmada em crianças divide opiniões": http://bit.ly/w31Y2W

 

[Foto em anexo: "Não bata, eduque" - Crédito: desconhecido/internet]

 

* Frases da Semana (uma semana com muitas pérolas...)

 

"Quanto vale um dia de conversa com a pessoa que tem conhecimento estratégico sobre como trabalhar com o governo?", disse Robson Andrade, presidente da CNI, sobre a contratação do atual ministro Fernando Pimentel, pela Fiemg por R$ 1 milhão de reais.

 

"Não se pode demitir um ministro a cada nova denúncia", Jaques Wagner - Governador da Bahia.

 

"Sei que cometi um erro lá atrás, mas era a cultura da época", Carlos Lupi, ex-ministro do Trabalho, sobre ter acumulado dois salários como funcionário fantasma.

 

* Reflexão

 

"O impossível, em geral, é o que não se tentou." ( Jim Goodwin )

 

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Terça-feira , 08/12/2011
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Política à Flor da Pele




Senador Álvaro Dias
Créditos: Divulgação

Seguindo a COPA 2014...

 

Quarta-feira é dia a Coluna "POLÍTICA À Flor da Pele" trazer informações sobre a Copa do Mundo de 2014!!! Vamos aos assuntos de hoje...

 


* Audiências Públicas

 

Hoje (07), às 14h, na Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados, será realizada audiência pública para debater o tema "Futebol e Democracia". Alguns dos convidados são: o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo; o presidente da Frente Nacional dos Torcedores, João Hermínio Marques; o secretário do Esporte do Distrito Federal, Célio René Trindade; e o presidente da CBF, Ricardo Teixeira. Também na Câmara, às 14h, na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, uma audiência pública debaterá as ações que serão adotadas para recepção de estrangeiros durante a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Participarão do evento: o chefe da Divisão de Estudos e Pareceres do Departamento de Estrangeiros do Ministério da Justiça, Aldenor de Souza e Silva; o superintendente da Infraero, Antonio Evaldo Sales; e o superintendente de Segurança Aeroportuária da Infraero, Washington da Silva.

 

* Blog/Site de político:

 

Sempre que possível, vamos dar dicas de sites e blogs de políticos que estão discutindo a Copa e suas questões...

 

O escolhido de hoje é o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) - aniversariante do dia - que em seu blog apresenta muitos debates acerca da fiscalização das obras da Copa 2014. O senador também tece elucidativos comentários constantes sobre a infraestrutura necessária ao acontecimento do evento. Mas, outra ação do tucano é extremamente importante: o apanhado histórico dos escândalos ligados ao futebol, à CBF e aos cartolas brasileiros. O link é  www.alvarodias.blog.br.

Sempre aguerrido e atuante, o ex-governador do Paraná postou recentemente: "Jèrôme Valcke, secretário-geral da Fifa, surpreendeu a presidente Dilma. Após dizer que o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, não reúne 'condições políticas' de ficar à frente do Comitê Organizador Local da Copa, pediu a Dilma que indicasse um substituto de sua preferência e afinado com o governo. Dilma declinou da oferta. É afrontoso o fato do governo aceitar parceria espúria num projeto que consome bilhões de reais do dinheiro publico, o da Copa do Mundo. Até mesmo a FIFA, de reputação questionável, entende a necessidade da mudança, Dilma infelizmente não."

 

* Renúncia de João Havelange

 

Um dos cartolas mais importantes do mundo, João Havelange deixa o Comitê Olímpico Internacional (COI), após meio século de influência. Havelange era membro mais antigo do COI; sua decisão foi visando evitar ser condenado e expulso, após denúncias de corrupção. Com a renúncia, a investigação é encerrada. As investigações também envolvem Ricardo Teixeira.

 

* Blindagem

 

Ronaldo, dono de uma empresa de marketing esportivo, é o mais novo membro do Conselho Administrativo do Comitê Organizador Local (COL). Ele será o rosto da Copa no Brasil - uma espécie de diplomata cuja principal missão será aproximar o povo brasileiro e diminuir a péssima imagem de suspeitas de corrupção que rondam o evento. Para alguns comentaristas esportivos, Ricardo Teixeira (presidente do COL) atuará nos bastidores e Ronaldo defenderá o cartola - sendo o seu escudo. O ex-jogador já começou a "trabalhar": tem defendido o seu mentor em pronunciamentos públicos. E já mostrou seu amplo conhecimento acerca das questões sociais e dos gastos públicos: "Não se faz Copa do Mundo com hospitais e sim com estádios. A divisão de investimentos existe, mas temos que ver o que é prioridade" - afirmou do alto de sua expertise. Sem comentários.


* Siga o Portal da Copa 2014 no Twitter:

 

http://www.twitter.com/portalcopa2014

 

 

* COPA 2014 e bebidas alcoólicas:

 

O deputado Vicente Cândido (PT-SP), relator da comissão especial que discute a Lei Geral da Copa (PL 2330/11), pretende alterar o projeto para incluir a liberação da bebida alcoólica nos jogos da Copa do Mundo de 2014. Será alterado o Estatuto do Torcedor (Lei 10.671/03) que hoje proíbe a venda de bebidas alcoólicas durante as partidas. O relatório precisa ser aprovado pela Câmara para depois ir para o Senado. Se for aprovado, a liberação de bebida nos estádios passa a ser permanente, ou seja: válida para qualquer jogo no Brasil. Se observarmos a conduta freqüente de alguns grupos de torcedores, podemos afirmar que não se trata de uma idéia compatível com a manutenção da segurança pública e do interesse comum. Não é o que pensa o presidente da comissão especial, deputado Renan Filho (PMDB-AL). "Em todos os países onde já foi realizada a Copa, houve venda de bebida alcoólica. A Copa tem uma segurança diferenciada", profetizou. É pagar para ver!

 

Contatos da colunista:

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Terça-feira , 08/12/2011
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Política à Flor da Pele




Agência Senado

 

Daniele Barreto


* Crédito adicional para o Bolsa família

 

Na última quinta-feira (01.12), em sessão conjunta, o Congresso Nacional aprovou a liberação de R$ 1,99 bilhão em créditos adicionais para ações nos ministérios da Previdência, do Trabalho e do Desenvolvimento Social. Do valor total, R$ 691,5 milhões serão destinados ao programa Bolsa Família (Sudeste, Sul e Centro-Oeste). Explicando melhor: crédito adicional é uma suplementação no orçamento. Para que sejam realizadas despesas não computadas ou que foram dotadas com valor insuficiente na Lei Orçamentária Anual. Para o orçamento anual, é realizado um planejamento; mas podem ser necessários ajustes devido a novas despesas, para que o governo atinja seus objetivos relacionados às prioridades para a população.

 

* Educação fiscal no ensino fundamental e médio


Na terça-feira (06.12) será realizada audiência pública na sobre a inclusão da educação fiscal como disciplina autônoma e transversal nos currículos do Ensino Fundamental e Médio, na Comissão de Educação e Cultura. Participarão do evento: representantes do MEC; da Escola de Administração Fazendária; Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital e do Sindicato dos Auditores Fiscais do Rio Grande do Norte.

 

* Banda Larga em debate

 

A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, também na terça-feira (06), realizará audiência pública sobre o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL). O programa, lançado em maio de 2010, visa universalizar a internet rápida no Brasil, triplicando o acesso. Se você quiser mais informações, não deixe de acessar a página do Planalto que trata do BRASIL CONECTADO (http://bit.ly/gPWBvw) e a matéria do Portal G1, que explica como funciona o PNBL (http://glo.bo/l7QSnH).

 

* Segurança nas unidades de ensino

 

Será votado o Projeto de Lei 977/2011 do deputado Fernando Jordão (PMDB-RJ) que torna obrigatório o treinamento dos funcionários que trabalhem no controle de entrada e saída das unidades de ensino. O parecer do Relator, deputado Pastor Eurico, é pela aprovação do PL.

 

E a semana no Senado Federal...


 

* Votação da DRU

 

O senador Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo, informou que poderá ocorrer convocação extraordinária do Congresso para concluir a votação da Emenda Constitucional que prorroga a Desvinculação das Receitas da União (DRU). A DRU garante que percentual das receitas da União sejam desvinculadas, ou seja, com livre utilização pelo governo. A oposição dificulta a votação, afirmando que só votará favoravelmente à prorrogação da DRU se o governo der solução para o PSL 121/2007 (projeto de regulamentação da Emenda 29, que define os recursos obrigatórios para a saúde). "Em relação à DRU, vamos aguardar o governo se pronunciar até a próxima terça-feira [06.12] sobre a nossa proposta de votar primeiro a Emenda 29. Se o governo não aceitar, usaremos todos os instrumentos para obstruir e dificultar a tramitação da DRU", afirmou o líder do PSDB Álvaro Dias.

 

* Código Florestal:

 

Após obstruir a votação do Código Florestal (PLC 30/2011) na semana passada, o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) - que não aceita a anistia aos desmatadores - fará propostas para: impedir a redução de área de reserva legal na Amazônia; ampliar a exigência de recuperação de mata no entorno de nascentes; e suprimir o capítulo que trata da regularização de atividades consolidadas em áreas de preservação. O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) apresentará emendas propondo modificar a Lei de Crimes Ambientais, aumentando as penas para quem desmatar APPs e outras áreas protegidas. 

 

** Curiosidade:

Você conhece as atribuições do SENADO FEDERAL?

Acesse, e leia o resumo: http://www.senado.gov.br/senado/atribuicoes.asp

  

** Dica da Semana:

 

Acompanhe a atuação do seu deputado federal, acessando a página: http://www2.camara.gov.br/deputados/pesquisa. Assim, além de informações sobre os trabalhos legislativos, você pode entrar em contato, solicitar informações ou sugerir ações para o mandato. J

 

** Lembrete:

 

Na terça-feira (06) a Câmara dos Deputados promoverá o Dia da Acessibilidade. O evento será transmitido às 15h, ao vivo, pela TV Câmara, para todo o Brasil. Serão apresentados os projetos para 2012 e as ações desenvolvidas este ano (reforma e adaptação dos gabinetes parlamentares e apartamentos funcionais; sinalização em braile nos edifícios; disponibilzação de arquivos em áudio com a legislação vigente e contratação de interpretes de Libras para atuação em eventos, visitas guiadas e transmissões da TV Câmara).

 

* Reflexão:

"O entusiasmo é um vulcão em cuja cratera não cresce a relva da hesitação."
( Khalil Gibran )




Páginas: 12


Daniele Barreto é Consultora Política (Marketing Político Eleitoral e Gerenciamento de Imagem de Políticos), Analista Política (sites, jornais e televisão), Articulista e realiza ações de Educação Política. Apaixonada por política, realiza trabalhos voluntários e já ocupou cargos públicos (Procuradora; Assessora Jurídica de Câmara de Vereadores; Procuradora Geral de Município). Atuou na advocacia eleitoral, assessoria a partidos políticos e coligações eleitorais, campanhas eleitorais, comissão de transição de Governos.

 
 
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